Conversando com a Ronara

Rotativa - Maria Cândida 

Inicialmente, a procura de um título adequado para esta conversa: empregada doméstica? Não. Nem se usa mais há algum tempo este nome./ Ajudante? Não. Muito inespecífico./ Cuidadora? Quase, mas muito específico também./ Auxiliar? Muito vago. Arrumadeira de casa? Quase.../ Auxiliar do lar? Rima, mas não é solução, ó, poeta!...

Em discussão, os R$ 600, auxílio emergencial que o governo federal repassa aos trabalhadores informais, por causa da covid-19 instalada entre nós, triste fator de desemprego generalizado. Tal medida evitou a queda de 23,5 milhões de brasileiros na pobreza. Outros 5,5 milhões tiveram aumento de renda com a ajuda do governo. Assim está mais detalhado na Folha de S. Paulo de 16 de agosto de 2020.

Mais adiante está que auxílio emergencial impede que 23,5 milhões brasileiros caiam na pobreza. E mais, que estudo mostra que medidas do governo levam à redução temporária da desigualdade social. Prosseguindo demonstram que os efeitos da pobreza e da desigualdade reduzem significativamente a situação indesejável no Brasil.

Quase que imediatamente me coloquei contra tal medida argumentando que ela não passava de política, que governo como sempre age sem lisura nem honestidade sempre para se manter no poder, acumulando mais e mais poder para se manter no poder a que preço surgisse. E quase armei um comício autêntico, vez que via ali medida contrária ao povo principalmente aos pobres e necessitados. Valeria reação imediata e forte contra tal medida tão esdrúxula e covarde do governo etc.

Aconteceu que convidei a Ronara, uma linda moça que pode ser conferida na foto abaixo, lemos minha matéria e o texto do jornal. Na hora, muito espontaneamente, Ronara opinou: “Que bom! Está certo. Esta medida é muito justa. Eu, por exemplo, não recebo esta ajuda porque não preciso, pois sou fichada, e fico feliz de colegas o receberem”. E completou: “Tal auxílio deve durar até a pandemia acabar”. 

Continuando, contraditei com Ronara que o auxílio era muito pouco e que também não tiraria ninguém da pobreza e que o governo queria era fazer média com a categoria...

Imediatamente, a moça respondeu, argumentando firme e forte:

É pouco, mas já é uma ajuda, porque:

 antes pingar do que secar!

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