Conta de luz e alimentos aceleram no IPC de março

Da Redação

Com a instabilidade na economia mundial causada pela Covid-19, muitos ainda têm como incerto o seu futuro nos próximos meses. E as explicações vindas dos institutos especializados não são muito boas. É o que demonstra a Fundação Getúlio Vargas ao informar que o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) de março subiu 0,49%, ficando 0,47 ponto percentual acima de fevereiro, quando o índice registrou taxa de 0,02%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 1,07% no ano e 3,88% nos últimos 12 meses. 

A aceleração da inflação ao consumidor foi puxada pelo fim dos efeitos deflacionários, em fevereiro, da conta de luz e das carnes. Já os itens transporte, vestuário e despesas diversas tiveram decréscimo.

Alimentação 

O item alimentação avançou de 0,35% para 1,35%, com destaque para a carne bovina, que teve 0,28%. Alimentos in natura também apareceram entre as maiores influências de alta em março. Já o tomate, que até desacelerou de alta de 15,44% em fevereiro para avanço de 14,84% em março, junto com a cebola, que acelerou de 1,60% para 18,51%, e a cenoura, que teve aumento de 29,43%, foram fatores para tal aumento. Puxado pela conta de luz ‒ o item tarifa de eletricidade residencial saiu de -2,53% em fevereiro para 0,34% em março. Outros, como artigos de higiene e cuidado pessoal, também contribuíram para o resultado final.

Oposto

Na contramão, transporte, vestuário e despesas diversas tiveram decréscimo em suas taxas de variação. Os preços dos combustíveis foram destaque novamente, por seu impacto deflacionário. O item gasolina até acelerou, de -1,47% em fevereiro, mas caiu 1,38% em março. O etanol caiu mais fortemente em março, -0,80%,  ante o recuo de 0,39% em fevereiro.

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