Construção encolhe e gera sete vagas em 2019

 

Pablo Santos

A construção civil em Divinópolis gerou apenas sete vagas de emprego com carteira assinada nos primeiros quatro meses de 2019. A cidade acompanha os números nacionais com encolhimento do setor no começo do ano. Em quatro anos, foram encerradas 400 vagas formais em Divinópolis.  Produto Interno Bruto (PIB) do setor encolheu e setor revisa crescimento.

O segmento esperava crescer 2% em 2019. Agora, a estimativa é de 0,5% a 1%. O número de criação de vagas de trabalho no ano também despencou de 100 mil para 25 mil.

Em Divinópolis, o setor abriu apenas sete vagas nos primeiros quatro meses desde ano. No entanto, as oportunidades de 2019 são melhores na comparação com o ano passado. De janeiro a abril de 2018, foram finalizados 53 postos de trabalho.

Já o histórico dos últimos anos, confirma os resultados negativos. Desde 2015, as oportunidades de trabalho na cidade estão no vermelho. No ano passado, foram encerradas 114 vagas formais e, em 2017, fechados 26 postos de trabalho, segundo os dados do Ministério da Economia. Em 2016, um dos piores resultados 231 cortadas. Em 2015, a construção também ficou no vermelho com 29 cortes.

Somente em 2015, o município ficou com saldo no azul no volume de contratações. Foram abertas no período 175 vagas, de acordo com os dados do Ministério da Economia.  

PIB

No final do mês passado, o anúncio da queda do PIB no primeiro trimestre de 2019 foi um resultado preocupante para a construção. Foi a 20ª queda consecutiva de atividade do setor, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos cinco anos, o PIB da construção já encolheu 28%.

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), por exemplo, caiu 1,8 ponto em maio, para 80,7 pontos, o menor nível desde setembro do ano passado (80,4 pontos).

Números

O contingente de trabalhadores com carteira assinada na construção civil do país é de aproximadamente 2,5 milhões de pessoas.

Em Divinópolis, são 2,3 mil trabalhadores nas 738 empresas do segmento. Na região são 4,2 mil trabalhadores, de acordo com os dados do Ministério da Economia.

 

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