Construção civil caminha para 5º ano de retração

 

 

Pablo Santos

A construção civil caminha para finalizar mais um ano perdido.  De acordo com o presidente da Câmara da Indústria da Construção (CIC) da Fiemg, Teodomiro Diniz Camargos, será o quinto ano do setor com números negativos. Em Divinópolis, já foram encerradas em quatro anos, 332 oportunidades de trabalho com carteira assinada.

Na opinião do presidente, os números negativos são difíceis de serem compreendidos.

— A construção civil deverá registrar, em 2018, o quinto ano consecutivo de resultados negativos. Caso as projeções mais otimistas se confirmem, o setor encerrará o ano com queda de 0,6% em suas atividades, acumulando, no período de 2014 a 2018, retração de 20,58% e mais de 900 mil postos de trabalho com carteira assinada perdidos — explica

Para ele, são números difíceis de serem compreendidos para um país que precisa fortalecer o seu crescimento e melhorar a sua infraestrutura para dar mais produtividade e dinamismo na economia.

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A situação em Divinópolis segue o restante do estado e país. De acordo com os números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram encerradas de 2015 a agosto deste ano, 332 oportunidades de trabalho. Destaque para 2016, quando as empresas locais encerraram 231 vagas com carteira assinada. Em 2015, foram finalizados 29 postos de trabalho e 26 no ano passado. Até agosto de 2018, o corte de oportunidades em Divinópolis foi de 46, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Centro-Oeste de Minas (Sinduscon/CO), Eduardo Augusto Nunes Soares, afirma que a situação do setor é delicada.

— Todos os setores passam por momento de turbulência e a construção civil não é diferente. Estamos em momento de estagnação na economia e o receio com o momento político também atrapalha — afirmou.

Para o presidente do CIC, o setor tem realizado esforços para produzir, gerar novos negócios, melhorar o seu produto e transformar o mercado através de investimentos diversos, especialmente em inovação e tecnologia.

— Entretanto, enfrenta sérios desafios. Além da fraqueza da economia, ele esbarra em uma sanha arrecadatória das três esferas de poder (federal, estadual e municipal) que faz com que o sistema tributário brasileiro seja um dos responsáveis pelo baixo ritmo de atividades e pelo esfacelamento de empresas — destacou.

Na opinião de Teodomiro Diniz Camargos, o próximo governante do Brasil iniciará o seu mandato com o enorme desafio de cortar despesas e elevar a arrecadação para conter o rombo fiscal.

— Somente dessa forma será possível fortalecer a confiança dos agentes econômicos e traçar um cenário mais favorável. A Construção Civil, responsável por mais de 50% dos investimentos do País, precisa exercer papel de protagonista —analisou.

 

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