Conselho Estadual de Educação orienta volta às aulas

Da Redação

Pouco a pouco, as atividades econômicas retomam o funcionamento - de acordo com a classificação de cada município no “Minas Consciente”. Um setor, porém, ainda vive incertezas: o da educação. Para apontar o caminho da voltas às aulas, o Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais publicou um documento, com base em orientações nacionais e internacionais, sobre os cuidados a serem tomados para receber os alunos e funcionários da área.

O documento na íntegra pode ser conferido em: https://cee.educacao.mg.gov.br/

Medidas

Dentre as medidas que devem ser tomadas, destaca-se: número limitado de estudantes por sala de aula e determinar prioridades no retorno das turmas.

— Em geral, as experiências internacionais priorizam o retorno às aulas dos alunos da Educação Infantil, dos anos iniciais do Ensino Fundamental e dos concluintes do Ensino Médio. Readequação da disposição do mobiliário, nas salas de aula, de modo a assegurar a observância do distanciamento mínimo necessário — explica o documento.

Além disso, os responsáveis devem adequar o número de estudantes por sala, considerando as normas de distanciamento social, adotar rotinas de revezamento nos horários de entrada, saída e intervalos. O uso de máscaras é obrigatório a todos.

— Recomendação de que os estudantes deixem seus materiais, na escola, para evitar riscos de contaminação e facilitar a manutenção das medidas de segurança sanitária — acrescenta. 

A higienização das dependências da escola é recomendada a cada troca de turno.

— As refeições devem ser realizadas, preferencialmente, nas salas de aula, ou deve- se estabelecer um uso escalonado do refeitório, assegurando o distanciamento mínimo entre os usuários — completa.

Contaminação

Em caso de infecção de um funcionário ou aluno, a secretaria de Saúde local deve ser alertada.

— Na hipótese de haver caso reportado na escola, as aulas da turma eventualmente atingida precisam ser suspensas e todos os membros da comunidade escolar que tiveram contato com o indivíduo infectado deverão ser afastados, retornando após 14 dias de afastamento —

Prejuízo

Segundo o conselho estadual, são esperados diversos prejuízos causados pela pandemia, como: dificuldade de reposição, de forma presencial, da integralidade das aulas e dos conteúdos afetados pela suspensão; comprometimento do calendário escolar de 2021, eventualmente, com impactos também no de 2022; retrocessos do processo educacional e da aprendizagem dos estudantes submetidos a longo período sem atividades educacionais regulares; danos estruturais e sociais para estudantes e famílias de baixa renda; e abandono e aumento da evasão escolar.

— Além disso, as limitações na capacidade de estados e municípios em implementar atividades não presenciais, ao longo do período de isolamento, que já dura mais de cinco meses, afetam, de modo bastante desigual, as oportunidades de aprendizagem dos estudantes, de acordo com variáveis como qualidade de acesso e de oferta do ensino remoto, apoio domiciliar, grau de engajamento do discente, dentre outras — informa.

O conselho alerta para a necessidade do estado, dos municípios e das redes de ensino elaborem um Plano de Retorno, “que considere as peculiaridades de cada contexto (que, inclusive, pode variar de escola para escola, na mesma rede) e a viabilidade de implementação das medidas propostas, fazendo frente às reais condições de cumprimento das orientações estabelecidas”.





Nesse aspecto, são explícitas as fragilidades e desigualdades estruturais da

sociedade brasileira, que agravam o cenário decorrente da pandemia no país, em

especial na educação, se observarmos as diferenças de proficiência, alfabetização e

 

taxa líquida de matrícula relacionadas a fatores regionais, socioeconômicos e étnico-

raciais. Nessa linha, destaca-se, como aspecto forte da desigualdade estrutural, as

 

diferenças existentes nas condições de acesso ao mundo digital.

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