Conselho de Saúde notifica prefeito sobre estratégias de enfrentamento à pandemia

CMS solicitou que o chefe do Executivo reveja as posturas adotadas pelo Município

 

Da Redação 

Diante do aumento de casos de covid-19 em Divinópolis e dos dados epidemiológicos da cidade, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) notificou o prefeito, Gleidson Azevedo (PSC), ontem, e solicitou que o chefe do Executivo revisse as estratégias de enfrentamento à pandemia adotadas pelo Município. Em um ofício enviado ao gabinete do prefeito, o conselho afirmou que desde o início deste ano, a pauta covid-19 tem sido relativizada em Divinópolis, em detrimento à preservação das atividades econômicas da cidade. 

Ainda segundo o CMS, é necessário que o Município adote medidas sanitárias potenciais, que consigam diminuir a velocidade de contágio da doença na cidade, que hoje se encontra em 1,04. O Conselho solicitou ainda que seja criado um plano de apoio às empresas, sobretudo, para garantir a manutenção dos empregos, para que seja possível a adoção de tais medidas sanitárias. 

— O Conselho ressalta que reconhece o quão danoso é o impacto da pandemia no setor econômico, principalmente, no segmento de prestação de serviços, e somos sensíveis à necessidade de o poder público, ao tempo que adota medidas sanitárias com potencial para inibir e/ou reduzir sua velocidade de contágio, também construa um plano de auxílio econômico às empresas — solicita.

No documento, o Conselho destacou a ausência do secretário de Saúde, Alan Rodrigo, na coletiva de imprensa realizada pela Prefeitura no último dia 5, para anunciar as medidas restritivas que seriam adotadas com a inclusão do município na onda vermelha do programa Minas Consciente. O CMS definiu a presença do secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Ângelo Gonçalves, na coletiva, como “bastante simbólica”. 

Caos 

De acordo com o Conselho, o município encontra-se à beira de um colapso sanitário, e a lotação máxima dos leitos de enfermaria do hospital de campanha da UPA exige que medidas de restrição de circulação de pessoas sejam impostas. 

— Ousamos dizer que, neste momento em que flertamos com o colapso do suporte hospitalar, a priorização da economia decorrente da blindagem da atividade comercial e do setor de prestação de serviços é conduta que pode, sem muito esforço, ser enquadrada como crime de responsabilidade — destaca.

Mais denúncias 

O Conselho finaliza o documento solicitando que o prefeito reveja as estratégias de enfrentamento à pandemia e reforça que, caso a atual postura seja mantida, órgãos de controle serão acionados para que sejam adotadas medidas cabíveis. 

— É urgente que a Administração Municipal adote medidas de circulação de pessoas e de funcionamento de segmentos não essenciais, sob pena de o Município colher os frutos trágicos da escalada da doença — finaliza.

Outro lado

Sobre a não participação do secretário na coletiva do dia 5, a Prefeitura informou que, conforme informado na própria coletiva, o secretário estava em Belo Horizonte em reunião com membros do governo para tratar de assuntos relacionados a covid-19. 

 

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