Confeccionando o progresso

 

Anna Lúcia Silva

Divinópolis tem em seu DNA o progresso como algo que nasceu junto ao município e como marca é algo constantemente em evidência. Seu desenvolvimento está atrelado a setores diversos, mas a indústria têxtil em especial está disseminada aos quatro cantos do país e fez a cidade ser chamada e reconhecida nacionalmente como polo da moda.

O setor é uma verdadeira fortaleza para Divinópolis e, atualmente, mais de 700 indústrias produzem peças vendidas a toda Minas Gerais e Brasil. Como em todo segmento, a confecção já sofreu altos e baixos, porém a força da associação faz o setor emergir a cada ano de dificuldade.

O Sindicato das Indústrias do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd) sofreu grandes alterações na última gestão e tomou para si a responsabilidade de ações que impulsionam os empresários locais. Exemplo disso foi a criação das feiras de moda que apresentam para a região o potencial de produção do município. Além disso, há ainda uma feira projetada para ocorrer em João Pessoa, na Paraíba.

— Essas feiras exaltam ainda mais o potencial que Divinópolis tem como município que produz moda. A exemplo de crescimento, saltamos de 180 para 300 associados ao Sinvesd e isso reforça a responsabilidade de atuação de nossas empresas. Em julho, teremos ainda o lançamento do selo de marca coletiva, que certificará todas as peças produzidas na cidade, dando ao comprador a garantia de um produto originalmente divinopolitano. Ou seja, são projetos encabeçados pelo sindicato que significam avanços para o setor — disse o presidente da entidade, Marcelo Ribeiro.

Postos de emprego

Tanta expansão torna impossível falar do setor sem levar em consideração a sua força de promoção social. Segundo o Sindicato das Costureiras (Soac) em Divinópolis, o setor gera mais de 20 mil empregos diretos e indiretos. Isso significa, segundo Marcelo, que, além de gerar empregos para o município, o setor têxtil também emprega mão de obra em outras cidades como Formiga e Arcos, para trabalhos terceirizados.

As empresas de confecção recebem diariamente compradores de todos os estados brasileiros que aproveitam os preços especiais para uma revenda lucrativa em regiões distantes, como o Nordeste. Para dar conta da demanda, a produção precisa ser alta.Por isso, há fábricas que chegam a produzir mais de 250 mil peças por mês. Tudo isso dignifica um ciclo de emprego e renda que começa na produção e segue até a revenda em qualquer ponto do Brasil. O que é não só motivo de orgulho, mas também de estímulo para avançar sempre mais dentro das possibilidades do setor.

 

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