Comunidades terapêuticas voltam a realizar acolhimentos de dependentes químicos na próxima quarta-feira

Da Redação

A Secretaria Municipal de Governo (Segov), por meio do Comitê Gestor da Política Municipal sobre Drogas, vai restabelecer os encaminhamentos dos dependentes químicos, para as as Comunidades Terapêuticas e Caps-AD na próxima quarta-feira (22/04). O serviço estava suspenso por causa do Coronavírus.

Nesta quinta-feira, 16, foi realizada uma reunião do comitê juntamente com os representantes das Comunidades Terapêuticas regulamentadas no município e Caps-AD para definir como estes serviços seriam restabelecidos em meio a pandemia. Foram discutidas também, as estratégias alternativas para a prevenção de transmissão do Covid-19 para os acolhidos que já estão em tratamento.
 
Na próxima semana, os agentes da Vigilância Sanitária irão realizar as orientações de como proceder com os novos acolhimentos. A Diretoria sobre drogas e Direitos Humanos distribuiu máscaras e álcool 70% para o Caps-AD, Casa Dia, Fonte Viva e a Comunidade Católica Sacramento de amor, como medida preventiva para esses que são os órgãos principais que realizam o fluxo de atendimento.

A diretora sobre Drogas e Direitos Humanos e presidente do Conselho Municipal de Drogas, Luciana Capanema, destacou a importância do restabelecimento do serviço.
 
—Nós agora, mais do que nunca, precisamos acolher os dependentes químicos que querem tratamento. A nossa preocupação é oferecer segurança para essa população que se encontra em uma extrema vulnerabilidade social — comentou.

Como funciona os encaminhamentos

O Comitê Gestor possui um fluxo de atendimento para atender as diferentes demandas. Em um primeiro momento o dependente químico , tem que manifestar interesse em ser acolhido em uma dessas comunidades. Após essa manifestação, ele é encaminhado para o Caps-AD, que funciona 24h.

No local é feito uma avaliação, são analisadas as condições de saúde e as necessidades que o mesmo possui. São realizados encaminhamentos para avaliação clínica e psiquiátrica e logo após para as Comunidades Terapêuticas.

Caso a pessoa não possua essa demanda de tratamento, a UAPS e a Estratégia Saúde da Família (ESF), realizam o acompanhamento ambulatorial de acordo com a demanda do usuário.
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