Comunicação Agora

Comunicação Agora

Então, parece sonho: Jornal Agora completando seus suados cinquentanos! 

E não foi falta de peleja minha, a cada ano, para ele parar...

Como nasceu esta implicância minha? Por quê, para quê e até quando? 

Aconteceu foi que dona Diva de Oliveira, emérita professora da Escola Normal do Sagrado Coração, se entusiasmou com uma página chamada “A ciência e a Virtude”, que escrevi numa chamada prova parcial muito comentada e elogiada por dona Diva. A professora, de opinião respeitada, gostou tanto de minhas maltraçadas que a fez publicar no jornal A Semana, chamado jornal dos padres. O título da página era “A Ciência e a Virtude” que a professora Elza Gonçalves recortou e me deu… Fiquei feliz...

Parece um detalhe desimportante, mas, na verdade, despertou mais ainda minha paixão pelo jornalismo ‒ ainda mais que meu pai tinha uma alfaiataria na rua Goiás, onde se encontravam amigos para ler e comentar as notícias da guerra, a programação do teatro, quem nasceu, quem morreu, por aí... Poucas notícias de corrupções, que deviam ser omitidas mesmo ‒ naquele tempo não se vendiam escândalos, ou ainda não existiam?...

O jornalismo, cada vez mais raro com a chegada de outros instrumentos de comunicação, mais ágeis e mais atraentes... 

Aqui em Divinópolis, pelos idos de 1971, alguns jornais e revistas lutavam para sobreviver economicamente ‒ dentre eles e mais longevos, Diário do Oeste, da Dolores sua e família Swindt, o jornal dos padres ‒ A Semana ‒, no qual militei, e o Menor Jornal do Mundo, de vários autores, e...

A brecha cada vez maior, e o jornal novo crescendo, e os outros na butuca e torcendo. Daí que surgiu o jornal Agora, com um vigor marcante e crescente. E os concorrentes observando. Nós, que estávamos no jornal A Semana, jornal dos padres, esperávamos que Ele intercedesse por nós, esperávamos que Deus soubesse disso e ficasse na parceria abençoada da comunicação conosco. Mas, afinal, acreditamos que Deus não tinha lado, mas preferia ficar do lado da competência. E, neste ínterim, ainda esperava que os outros jornais continuassem na luta, que iriam voltar. 

Experimentei um pouco deslocada, e desejava e torcia que o Agora não fosse longe, mas... E a chegada da Sônia Terra e esposo e colegas marcaram lugar. E, apesar de crer que o jornal não iria longe... 

Não foi por inveja que, convidada, aceitei o convite para trabalhar no Agora e não me arrependi. Mas… Não posso terminar esta crônica sem falar no Jorge Guimarães, sentinela avançada com os demais colegas, sustentáculos do Agora, sentinelas avançadas do jornal. E da comunicação em Divinópolis. Paciência e competência são com ele mesmo.





























 

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