Comandante da PM fala do desafio de combater o alto índice de homicídios

 

Ana Lúcia Silva

À frente da 7ª Região da Polícia Militar (7ª RPM), desde o último dia 4, o coronel Webster Wadim Passos, concedeu entrevista ao Agora, disponível na página no Facebook, e ressaltou os desafios de atuar na região, especialmente em Divinópolis, onde a taxa de homicídios tem aumentado nos últimos meses. Para ele, o foco dos trabalhos repressivos será minimizar este registro.

Divinópolis já teve, até o momento, nove homicídios, a mesma quantidade do mesmo período de 2018. Por isso, o comandante reforça que todos os trabalhos estarão focados em reduzir este percentual e, assim, aumentar a sensação de segurança para a população dos 50 municípios da região Centro-Oeste, os quais estão agora sob sua responsabilidade.

O coronel frisa que vem realizando diversas operações preventivas e repressivas. As ações resultaram em apreensões e prisões de suspeitos envolvidos em crimes violentos.

— Estamos em pleno vapor e colocando o nosso trabalho para contribuir para que a sociedade se sinta mais segura. Estamos trabalhando firmemente para manter o crime reduzido. Já efetuamos diversas operações, prisões, cumprimos mandados de prisão e 22 mandados de busca e apreensão, sendo que 12 estão relacionados a homicídios com três prisões. Eu digo que para qualquer comandante o desafio é manter o equilíbrio entre as ações preventivas e repressivas — destacou.

Sobre os quase 1.800 policiais sob seu comando, ele fez elogios e disse se sentir seguro em ter uma tropa tão aguerrida e combatente a seu dispor. O comandante destaca ainda que sua experiência profissional é semelhante aos seus antecessores, já que ele também tem um perfil operacional e preza por estar junto à tropa no combate ao crime nas ruas.

— Trata-se de uma tropa guerreira, eu não vim com pensamento diferente, por isso, foi uma satisfação muito grande. Dentro da PM, estive em várias áreas e isso me capacitou para ter uma visão mais globalizada do policiamento em si. Particularmente, gosto de trabalhar junto à tropa — enfatizou.

 Prevenção a homicídios

Os crimes de homicídios tiveram um aumento atípico no início do ano de 2019, quando comparado ao ano anterior nos dois primeiros meses. Para o coronel, este tipo de crime exige uma estratégia diferenciada, já que ele conta com algumas particularidades que o diferencia, por exemplo, do roubo.

— Em relação ao roubo, se faço as ações preventivas eu consigo diminuir pela presença da policia, mas, o homicídio, nem sempre. Isso porque em muitos casos eles estão relacionados ao tráfico de drogas e situações passionais. É um planejamento diferenciado, mas, desde já, estamos identificando os alvos e conseguindo mandados de prisão. Isso requer um processo de planejamento. Já fizemos duas reuniões com autoridades locais e toda a população pode ter certeza que vamos tirar as pessoas envolvidas em homicídios de circulação. Contamos com apoio de outros órgãos como o Ministério Público para isso. Pretendo em pouco tempo reverter essa realidade, contudo, preciso de um tempo para fazer um planejamento mais eficaz e assim dar uma resposta à população — reforçou.

Inovação

Ao ser questionado sobre a atuação em uma região desconhecida, o comandante destacou que muitas vezes quem está de fora tem uma visão mais holística da realidade e que, portanto, o fato de não morar na região pode contribuir para trabalhos inovadores.

— Não vim para consertar nada. Muito pelo contrário, recebi o comando das mãos de um excelente coronel com um trabalho brilhante e, portanto, o desafio será manter esse padrão. Destaco que estou encantado com a cidade, muito organizada, e também já estou percorrendo a região. Fui a algumas cidades para resolver situações pontuais, como no caso de Itatiaiuçu onde tivemos que deslocar as famílias. Uma ocorrência que nos primeiros dias já tivemos que combater. Conto com oficiais de ponta e estou muito feliz de estar aqui na cidade. Uma coisa que eu garanto a todos é que eu vou trabalhar muito para as coisas melhorarem — finalizou.

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