Com três meses de medidas restritivas, Divinópolis apresenta matriz de enfrentamento à pandemia

Da Redação 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e o Comitê Municipal de enfrentamento ao coronavírus apresentaram nesta manhã a matriz criada para auxiliar no mapeamento da doença na cidade. A matriz analisa os índices de contágio e regulamenta as iniciativas de isolamento e distanciamento.

O texto apresentado hoje analisa de forma segmentada as áreas de atividades dentro da cidade, como comércio, indústria e lazer. O documento, segundo o secretário de saúde, Amarildo Sousa, é que vai embasar os próximos decretos municipais.

— A matriz traz uma tabela que vai pontuando os índices alcançados em relação aos índices de ocupação hospitalar e ao comportamento das pessoas em relação ao distancimento social e isso nos remete a um código de medidas que vai nortear e gerir a forma com que se dará esse comportamento da sociedade —  disse Amarildo.

Indicadores

O estudo realizado pela prefeitura tem cinco variáveis, entre elas a ocupação de leitos hospitalares específicos para o tratamento da covid-19 na cidade, que será um dos termômetros para a tomada de decisão em relação à pandemia.

As outras variáveis são o coeficiente de incidência, que indica os novos números de caso; a taxa de letalidade, que é a relação entre o número de mortos e de casos confirmados; taxa de isolamento social, medido através de uma plataforma estatística baseada no deslocamento de smartfone e finalmente a taxa de transmissão medida semanalmente e apresenta a velocidade do contágio, como a capacidade de contaminação de uma pessoa.

O infectologista Gustavo Machado, integrante do comitê de enfrentamento explicou que a taxa de isolamento social influencia em todos os outros indicadores.

—   Quando a comunidade tem uma adesão maior ao isolamento, essa taxa de contágio diminui. Importante entender que todas estas variáveis caminham juntas, então se a comunidade de Divinópolis não está cumprindo o isolamento social aumenta a incidência, conseuqentemente a transmissão, a ocupação hospitalar e a letalidade, tudo é uma cadeia —  explicou.

A diretora da Vigilância em Saúde, Janice Soares, informou que a prefeitura fará o acompanhamento dos índices a cada quatorze dias.

—  Para fins de flexibilização de outros setores nós vamos fazer a avaliação a cada 14 dias. Porém se percebermos algum problema em relação a estes indicadores nós faremos essa avaliação anterior aos 14 dias. Sabemos que no país temos dificuldade de medicamenotos para intubação, então se o país não conseguir solucionar essa questão, é possível que falte estes medicamentos aqui, o que vai dificultar muito —  pontuou.

Divinópolis já registrou 10 mortes pela doença e atualmente, segundo o boletim da Semusa, tem 302 casos confirmados da doença.

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