Com recorde na ocupação de leitos, Divinópolis confirma três novas mortes pela covid

Cidade chega a 85 óbitos e acende alerta para os índices de internação

Da Redação 

Depois de alcançar o maior índice em ocupação de leitos desde o início da pandemia, Divinópolis confirmou outras três mortes na manhã desta segunda-feira, 14. Com isso, a cidade chega a 85 óbitos por causa da covid-19.

De acordo com a Prefeitura os três óbitos ocorreram nos dias 4, 6 e 12 deste mês. No dia 4, um idosa de 81 anos morreu depois de três dias na UTI do Hospital São João de Deus. Ela era portadora de doença cardiovascular crônica, adma e demência. 

No dia dia 6, um senhor de 85 anos e protador de diabetes também morreu depois de ficar cinco dias na UI do Hospital Santa Mônica. Ele também teve teste de PCR positivo para a infecção.

No sábado, 12, uma paciente de 69 anos, portadora de doença cardiovascular crônica e artrite reumatóide também veio a óbito no Santa Mônica. Ela estava na UTI desde o dia 17 de novembro.

Alerta 

Neste domingo, Divinópolis registrou o pior índice de ocupação de leitos desde o início da pandemia. Dois hospitais da cidade já estão com ocupação máxima no Centro de Terapia Intensiva (CTI) para atendimento a pacientes com a doença. Outros dois hospitais estão com ocupação de leitos de Unidade Terapia Intensiva (UTI) acima de 75%. 

Já nos setores de enfermaria, dois hospitais já estão com 100% de ocupação, e outro com 83%.  Segundo a Vigilância em Saúde, muitos profissionais de saúde estão adoecendo e se ausentando com licenças médicas. Ainda de acordo com o órgão, os serviços de saúde estão com dificuldades de contratar profissionais de saúde para repor os que adoecem. A administração municipal fez um alerta sobre a situação para os próximos dias.

— É necessário que a população colabore, respeitando as regras sanitárias, como uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social. Recomendamos que as confraternizações de final de ano aconteçam de forma virtual. É fundamental a colaboração da população para evitar a disseminação ainda maior da doença e o colapso do sistema de saúde. Se a situação continuar se agravando, muitas pessoas podem ir a óbito por falta de assistência médica.

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