Com legado de 30 anos, Coronel do 23º BPM encerra carreira militar

Anna Lúcia Silva

Não é preciso conversar muito com o Coronel Marcelo Augusto para entender que o momento que ele vive agora é de extrema gratidão. Como comandante, aos 46 anos, ele encerra sua carreira orgulhoso por já ter passado por todas as funções operacionais e postos de comando da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

E é exatamente do alto posto da PM que ele olha para o passado e se alegra ao ver tantos legados deixados na segurança pública da Região Centro-Oeste de Minas, onde iniciou carreira cedo. Aos 16 anos já era cadete e naquela ocasião já sabia que seria longo o caminho a percorrer até ser comandante. Os anos na instituição não só somaram experiência, mas também fez dele um homem forte, respeitado e humano.

Depois de 30 anos exercendo a função de policial, agora ele se aposenta compulsoriamente. Como determina a lei, nenhum militar pode exercer mais do que este período na instituição. Mesmo a contragosto ele sai com a mesma visão de quando entrou e se posiciona sempre a favor da defesa social.

O então comandante da 7ª Região da Polícia Militar deixa para as 50 cidades que integram a divisão, uma redução de 30% nos crimes violentos e mais de 80% de redução nos crimes contra o patrimônio relacionados à explosões de caixas eletrônicos.

Marcelo Augusto exerceu por cinco anos funções de comando, tendo sob sua responsabilidade a 7ª Companhia de Policiamento Especializado, onde permaneceu por três anos. Em seguida, ficou por um ano à frente do comando do 23º Batalhão de Polícia Militar, onde ficou por um ano e, por último, comandou a 7ª Região de Polícia Militar.

— Foram anos abençoados com resultados muito positivos, fruto do trabalho de todos os policiais. O ano de 2017 em especial foi produtivo, onde implantamos uma mudança de postura da tropa, com maior visibilidade do policiamento. Era algo que estava carente e deu muito certo. Conseguimos reduzir nestes últimos anos um percentual considerável da criminalidade. Alcançamos índices bem abaixo do que nossa expectativa apontava. Ressalto que o maior legado que deixo na PM é redução dos crimes, afinal, trabalhamos para servir as pessoas, servir a comunidade —, relatou.

Em Divinópolis, o coronel chegou há 20 anos já no posto de capitão e, na cidade, ele exerceu várias atividades, tanto na área de inteligência, planejamento de operações, comando de companhias operacionais e depois se tornou ainda subcomandante do batalhão, sendo ainda o 1º comandante da Companhia de Policiamento Especializado, sendo responsável por sua implantação.

— Toda minha carreira foi na 7º Região. Cheguei aqui como aspirante e encerro minha carreira como coronel no último posto. É motivo de muita felicidade e muito orgulho ter sido comandante desta região —, reforçou Marcelo Augusto.

Por fim, ele agradece à sua família pelo apoio, e ressalta a integração com a tropa e demais autoridades judiciárias e policiais da região.

— Temos em torno de 1.580 policiais extremamente dedicados e profissionais. Destaco a integração que tivemos com todos os órgãos de defesa social. Agradeço especialmente a todos estes órgãos e também à sociedade civil organizada, prefeituras e Câmaras —, disse.

O substituto do coronel Marcelo Augusto é o Coronel Webster Wadim Passos, um oficial que trabalhou na capital, no 22º Batalhão, e como seu antecessor aponta, é extremamente capacitado.

— No último ano ele esteve na assessoria militar da Secretaria de Estado de Segurança Pública e com certeza, ele dará seguimento a todas as estratégias que foram adotas e continuará fazendo um serviço brilhante na região. Saio com sentimento de dever cumprido, por outro lado, muito triste de estar nesta condição de militar reserva. É um momento difícil, mas sabemos que todos vamos ter de passar por isso e chegou a minha hora —, finalizou o coronel.

A troca de comando está prevista para o dia 12 de fevereiro, em solenidade que ocorrerá no Espaço Da’Vinci, em Ermida.

Comentários
×