Com greve, gasolina sobe 6,14% em Divinópolis

 

Jorge Guimarães

Depois dos últimos acontecimentos envolvendo a greve dos caminhoneiros, os preços dos combustíveis oscilaram nas bombas. E para colocar o consumidor a par dos números, o Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) da Faculdade de Ciências Econômicas, Administrativas e Contábeis de Divinópolis (Faced) realizou levantamento de preços dos combustíveis na cidade na última quarta-feira, 6. A gasolina apresentou aumento de 6,14% da primeira semana de maio à primeira de junho.

Foram visitados 20 postos que ofertam combustíveis no perímetro urbano da cidade. O levantamento incluiu os seguintes combustíveis: gasolina comum, etanol hidratado e óleo diesel não aditivado. Foram considerados somente os preços à vista.

Números

Os números mostram que a gasolina teve o menor preço registrado em R$ 3,79, sendo o valor médio comercializado em R$ 4,84. O valor máximo vendido chegou à casa dos R$ 4,99.

O etanol teve o preço mínimo em R$ 2,99; o médio de R$ 3,18 e o valor máximo de R$ 3,33.

Já o diesel teve o preço mínimo a R$ 3,45, o médio a R$ 3,65 e o valor mais alto a R$ 4,05.

Evolução do preço

A evolução do preço médio da gasolina também foi levantada pela pesquisa. No início do mês de maio, o preço médio era de R$ 4,56, que foi aumentando gradativamente ao longo do mês, fechando nos últimos dias da greve em R$ 4,69. Já na primeira semana de junho, o preço médio pulou para R$ 4,84.

Já o etanol teve uma evolução de 2,25% no mesmo período. O diesel foi o único a ter o preço em queda. Era negociado no começo de maio a R$ 3,74 e, na última quarta, o mesmo era vendido a R$ 3,65. Ou seja, redução de 2,40%. A tendência é que esse valor caia ainda mais nas bombas, quando todos os pontos de vendas estiverem cumprindo rigidamente as leis adotadas pelo Governo Federal.

Cesta básica

Em maio, o conjunto de alimentos básicos do divinopolitano ficou mais caro, conforme mostra outro levantamento do Nupec. Depois das diminuições de -3,54% em março e -2,34% em abril, a cesta aumentou 2,69%.

Ainda de acordo com o Nupec, mesmo com a elevação de maio, no médio prazo, nota-se a tendência de queda dos preços dos produtos da cesta, uma vez que, em 2018, o valor da cesta já registrou uma queda de -2,19% e, na comparação com maio de 2017, o valor da cesta acumula uma variação de -5,28%.

Produtos

Os produtos que mais contribuíram para o aumento do custo da cesta em maio foram: batata (32,29%), banana (20,76%) e manteiga (8,33%).

O preço médio da batata registrou majorações em todas as regiões do país devido ao fim da safra das águas e da aproximação do inverno. Além disso, o preço da batata foi fortemente afetado pela greve dos caminhoneiros, fato que fez com que o produto desaparecesse do mercado. Na última semana do mês, os preços em alguns supermercados saltaram de R$ 0,99 para R$ 4,99 o quilo.

O preço da banana se desvalorizou de forma generalizada nos meses de março e abril, por causa do maior volume ofertado devido ao início da safra em algumas das principais praças produtoras. No entanto, a trajetória de queda dos preços foi interrompida pela forte escassez da fruta no mercado na última semana de maio, devido à falta de fornecimento gerada pela greve dos caminhoneiros em todo o país.

Após uma queda isolada em abril, o preço da manteiga voltou a se elevar. Os preços internacionais da manteiga têm influenciado de forma intensa os preços do produto no Brasil. De abril para maio, o preço médio do quilo da manteiga em Divinópolis se elevou de R$ 30,18 para R$ 32,69, resultando numa variação de 8,33%.

 

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