Com dólar nas alturas, acordo com caminhoneiros corre risco de quebrar

 

Pablo Santos

O preço do diesel nos postos de Divinópolis caiu 7% após acordo do Governo Federal com os caminhoneiros no fim de maio. Pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), confirmou a estabilidade do combustível desde junho deste ano nos postos da cidade. No entanto, com a alta do dólar o diesel pode quebrar os preços congelados pelo Governo Federal para atender a demanda dos caminhoneiros.

O preço médio do diesel nos postos da cidade é de R$ 3,53. No auge os protestos dos caminhoneiros, o litro chegou a marca de R$ 3,80. Com o acordo, em junho o preço caiu para os atuais R$ 3,53 e continua até este mês na cidade, de acordo com a ANP.  

Risco 

A alta recente do dólar, o subsídio de R$ 0,30 no preço do óleo diesel concedido pelo governo para conter a greve dos caminhoneiros pressiona os preços desse combustível para os consumidores.

Mesmo assim, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta terça-feira, 28, que o aumento da moeda americana não deverá prejudicar o acordo do governo com os caminhoneiros, em contrapartida admitiu possível variação.

— Todos nós sabemos que o preço do combustível no Brasil é regido pelo mercado internacional. O que nós pactuamos é que ele vai variar no que diz respeito ao diesel; ele vai variar de 30 em 30 dias. Então, poderá ter variação para cima ou para baixo. Nesse momento com dólar subindo, a tendência é que a gente tenha algum aumento — disse Padilha. 

Três meses

O programa de subvenção do Governo Federal completa três meses. O subsídio concedido pelo Governo Federal foi de R$ 0,30 por litro após uma série de protestos realizados pelos caminhoneiros em maio. Os profissionais pararam e começou a falta alimentos, combustível e medicamentos, além de estudantes sem aulas e voos cancelados por falta de combustível.

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