Com 5ª frota de MG, Divinópolis demora a normalizar abastecimento

 

 

Gisele Souto 

O protesto dos caminhoneiros acabou há quase uma semana, mas isso não significa que o divinopolitano está tendo vida fácil para abastecer. De lá para cá, imensas filas vêm se formando nos postos de combustíveis. Algumas pessoas demoravam até quatro horas para chegar às bombas. Porém, a realidade ainda não é muito diferente. Nesta segunda-feira e ontem, ainda havia filas e faltava especialmente a gasolina. Proprietários e gerentes dos estabelecimentos ouvidos pela reportagem informaram que é a conta de chegar e, cerca de duas horas depois, acaba. Na opinião deles, até que a situação se regularize deve demorar, no mínimo, ainda duas semanas. Mesmo a maioria enchendo o tanque, o movimento não cessa, segundo ele.

 Sete milhões 

Divinópolis possui a 5ª maior frota de veículos do Estado. São 139.637 carros nas vias da cidade fora a quantidade flutuante, tendo em vista que dezenas de pessoas vem à cidade todos os dias vender ou comprar algum tipo de produto. O resultado desta quantidade de motores é a grande procura por abastecimento. O consumo de combustível chega a sete milhões de litros por mês, revelado por proprietários de postos e confirmado pela Minaspreto Regional. Este fator e a falta de álcool anidro nas distribuidoras fazem com que eles tenham certeza de que a normalização no abastecimento não ocorra em poucos dias.

 Prazo 

Enquanto os empresários do combustível falam em duas semanas, o presidente da Minaspreto acredita ser questão de poucos dias. Porém, admite que há um fracionamento  das distribuídos, já que a demanda no Estado é grande e o produto retido nas estradas por mais de uma semana causou um desfalque considerável.

— Além das distribuidoras estarem dividindo para não deixar nenhuma cidade sem, alguns donos de postos, como eu, estão comprando menos. Em um dos meus postos recebia 15 mil litros por dia, agora são apenas 10 mil. Essa a explicação para o estoque baixo. Continuo acreditando na normalização, mesmo que gradativa — completa.

Álcool anidro

 A chegada do álcool anidro nas distribuidoras está mais lento do que a entrega dos demais combustíveis. Fato que tem provocado a falta da gasolina mais do que os outros combustíveis. Para que a gasolina esteja pronta para ser usada, é preciso a mistura de 27% de álcool anidro em sua composição. O protesto dos caminhoneiros bloqueou as carretas com o produto que não chegou às distribuidoras para a mistura.

A reportagem percorreu quatro postos na região central no fim da tarde de ontem e em nenhum deles havia gasolina. Somente álcool e a previsão era de que chegasse ontem à noite ou hoje pela manhã.

 Gás 

Com o gás de cozinha, ocorre a mesma coisa. A chegada tem sido gradativa e, como muita gente estava em falta, a procura ainda é grande. Por isso, toda quantidade que chega acaba. Algumas distribuidoras ainda permanecem fechadas. A expectativa é de que o atendimento só volte ao normal também com cerca de duas semanas.

 

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