Coluna Entre Aspas 22/07/2021

LÍNGUA PORTUGUESA
Pindaíba = Penúria, falta de dinheiro. “Estar na pindaíba” significa estar passando por dificuldades financeiras, estar sem dinheiro. Há pelo menos duas propostas para a origem. Uma delas diz que “pindaíba” vem do tupi pï’ndá [anzol] e ï’wa [vara], significando, portanto, “vara de pescar”. Estar na pindaíba seria o mesmo que estar sem nada, só dispondo, para sobreviver, de uma vara para pesca. Nei Lopes não acredita em origem tupi. Para ele, o termo viria de mbindaíba, do quimbudo, língua falada em Angola. Teriam entrado na composição da palavra os termos mbinda [miséria] e uaíba [feia].

 

Uai = A influência dos engenheiros que atuavam na construção das ferrovias sobre o linguajar das Minas Gerais é inconteste. Começa pela pronúncia retorcida da letra R. Basta ouvir um indivíduo de fala inglesa e um mineiro do interior do estado pronunciarem a palavra “América” para constatar que o sotaque é absolutamente idêntico. Outro legado desses engenheiros é a expressão mais comum nas alterosas – o “uai, sô”. É que, na época, os ingleses usavam com muita frequência uma expressão que significa “Por que, assim?”. Em inglês, “Why, so?”.

 

Salário = A palavra salário surgiu de “sal”. Originalmente, do vocabulário latino salarium. Os soldados romanos recebiam seus pagamentos em sal, que depois trocavam por frutas, roupas etc. Com o tempo, salarium passou a significar saldo, ordenado, salário.

 

Brechó = Estabelecimento comercial onde se compram e vendem objetos velhos e usados. “Brechó” vem de “casa de Belchior” ou “loja de Belchior”, nome pelo qual ficou conhecido esse tipo de comércio. E a expressão vem de Belchor, primeiro comerciante que se estabeleceu no Rio de Janeiro comprando e vendendo objetos usados.

 

CURIOSIDADES
SUPERSTIÇÕES (SÉRIE)

O DONO DA CASA PRECISA ABRIR A PORTA PARA A VISITA SAIR
Na Europa medieval, a casa representava a primeira barreira contra os perigos do lado de fora. Popularizou-se, então, a lenda de que o visitante precisava sair pela mesma porta que entrou para não levar com ele a proteção destinada ao dono da residência. Com o tempo, isso se transformou na necessidade de o proprietário abrir a porta para as visitas irem embora. O ato supostamente garantiria a volta de quem partisse.

REFLEXÃO DA SEMANA 

“Preciso explicar uma regra básica para minha ansiedade: é necessário caminhar antes de correr. Nunca será uma questão de velocidade. A direção é o que importa”
(Diego Vinícius).

RIA... POR FAVOR!!!

O corno estava triste em um bar... Olhando fixamente para o copo de bebida.
Quando surge um valentão e chuta a cadeira à sua frente, pega o copo do corno, bebe tudo de uma golada só e diz bem alto pro corno:
— E aí, cara, vai encarar???
— Encarar?! Eu vou é embora... Não devia nem ter saído de casa! Imagine que hoje cedo eu briguei com a esposa, saí de casa com raiva. Bati o meu carro, cheguei atrasado ao emprego e fui demitido. Voltei pra casa cedo, peguei minha esposa com o vizinho, aí eu sento num bar, coloco veneno na minha bebida e ainda vem um babaca igual a você e bebe tudo! Nem pra me matar eu sirvo...

 

MÁXIMAS DO PROFESSOR CARLINHOS

  • Coisa esquisita é manga em colete.
  • A fiação aérea de poste a poste em Divinópolis está tão feia e bagunçada que, muito em breve, vamos sintonizar novelas, Sessão da Tarde, Jornal Nacional nos telefones e contas de interurbanos nos televisores. Não vai demorar!
  • O açúcar ou adoçante são troços que deixam no café um amargo “disgraçado”... Quando a gente esquece de colocar.
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