Coluna Bob Clementino (27/09/2019)

Quem tem padrinho...

O ditado segundo o qual “quem tem padrinho não morre pagão” vale muito mais na política. Que o diga o ex-deputado Jaiminho Martins (Pros), amigo do governador Romeu Zema (Novo). Após 24 anos na Câmara dos Deputados, Jaiminho aposentou-se com salário de cerca de R$ 28 mil e agora vai assumir a chefia do escritório de Relações Institucionais do Governo de Minas, em Brasília. Um cargo importante para a articulação política, tanto para o governador quanto para Divinópolis. Amizade à parte, Jaiminho foi deputado federal por seis mandatos, estando, pois, credenciado a exercer uma bela e produtiva assessoria.

Sorte de Divinópolis

Depois de tantas notícias ruins, como a retenção de verbas pelo Estado, às quais a Prefeitura tinha direito, entre outras, a população de Divinópolis recebeu duas notícias boas: a louvável sorte do ex-deputado estadual Fabiano Tolentino (CDN) de assumir o mandato de deputado federal, após desistência de dois suplentes, e agora a nomeação de Jaiminho Martins para o cargo de provimento em comissão DAD.12-EG II 0003 de recrutamento amplo da Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais. Que seja uma luz acendendo no fim do túnel da crise financeira que assola Divinópolis, sob o governo Galileu Machado (MDB).

Delano x Edsom: Comissão de Ética

Há muito tempo que o vereador Edsom Sousa (MDB) vem se envolvendo em polêmicas com seus pares na Câmara. Chegou até a declarar que há vereadores na gaiola do prefeito. Como o emedebista não explicou e nem os demais edis perguntaram, ficou a impressão de que Edson falava de um possível conluio entre o alcaide e alguns vereadores, envolvendo cargos comissionados em troca de apoio nas votações de interesses do prefeito. Tudo a ser investigado. Mas, desta vez, a intriga do vereador Edson Sousa é com seu colega de partido, Dr. Delano (MDB).

Explico

Delano tem se revelado um articulador político na mesma linha histórica e matreira (no bom sentido) de antigos políticos mineiros. Na reunião ordinária de 12 de setembro, quando se discutia a aprovação da lei que autorizava a Prefeitura a contrair o empréstimo de R$ 40 milhões, sutilmente, ao justificar seu apoio ao empréstimo, Delano alicerçou seu voto favorável baseando-se exatamente na forma como o vereador Edsom Sousa apoiou um empréstimo similar no governo do ex-prefeito Demetrius Pereira (sem partido). Segundo Edsom, o vereador Delano, para justificar seu apoio ao empréstimo, o citou 22 vezes. Mas o que provavelmente irritou em demasia o vereador foi o cerco político e estratégico que Delano lhe aplicou. Só que o médico vereador teve a habilidade de não ferir o decoro parlamentar e até elogiou o irado Edsom. Mas era evidente que Delano pegara o parceiro de partido na contradição, envolvendo a ditado do “dois pesos e duas medidas”. A celeuma se deu porque Edsom apoiou o empréstimo de Demetrius e se negava a apoiar o pedido de Galileu Machado. Por isso, quando teve a palavra, Edsom Sousa, de dedo em riste, chamou Delano de moleque. Alertado repetidas vezes pelo vereador Marcos Vinicius (Pros), que substituía o presidente Rodrigo Kaboja (PSD), para que não agredisse verbalmente o seu parceiro de partido, Edsom continuou as agressões, infringindo o regimento interno, no que tange à quebra do decoro parlamentar. Diante disso, no dia seguinte, o vereador Delano não deixou de graça: denunciou o vereador à Comissão de Ética que em ato contínuo deliberou pelo prosseguimento da investigação. Resta aguardar o desfecho de mais este conflito na já conturbada Câmara.

Disse tudo

A indígena Ysani Kalapalo, que acompanhou Jair Bolsonaro (PSL) à Organização das Nações Unidas (ONU), critica atuação de Organizações Não Governamentais (ONG’s) na Amazônia:

— Estão ali para persuadir os indígenas. Quando o índio realmente precisa da ajuda deles (das ONG’s), eles simplesmente viram as costas. Na minha visão, é um bando de "filho da p***". Desculpe o termo, mas é com ele que eu me dirijo a eles — desabafou Ysami.

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