Cobrança dupla

 

O vereador Cleitinho Azevedo (PPS) nem saiu da resseca das eleições depois da votação expressiva que recebeu já queima solado, ou melhor, pneu de bicicleta atrás de soluções para demandas juntos ao Executivo. Apesar da correria, atendendo principalmente a imprensa, arrumou um tempo na agenda ontem para se reunir com o prefeito Galileu Machado (MDB).  Na pauta, reivindicações antigas, como PAC, Copacabana, asfaltamento e iluminação pública. É bom o prefeito se preparar, porque até dezembro, a cobrança é dupla.

 Enquanto isso... 

...tem gente que está igual o cão arrependido do Chaves. Volta com suas orelhas tão fartas, com seu osso roído, e com o rabo entre as patas. Bateu até não querer mais no prefeito, mas pediu agenda com Galileu agora. O que será que vem por aí? Um “velho/novo namoro”?

 E elas voltaram 

E com força total. São as fakes news que foram, sem dúvida, as grandes vilãs durante as campanhas eleitorais e, porque que não dizer no dia das eleições. A vítima da vez agora é o candidato ao Governo de Minas Romeu Zema, vencedor no primeiro turno e que irá disputar o segundo turno com o ex-governador Antonio Anastasia. Textos anônimos que circulam pelas redes sociais, e outros até com nomes no meio ou assinados, acusam e afirmam que ele teria criticado de forma ferrenha os policiais militares de Minas Gerais e que até retiraria parte dos seus direitos, caso eleito. Representantes do partido Novo na cidade citam até um robô utilizando telefone de terceiro pra espalhar fake news contra o candidato. Pelo jeito, o “vale tudo”, muito bem arquitetado, começou foi cedo.

 No mínimo, estranho

 Seria contraditório um candidato que apoia um militar ir contra a classe. Zema, mesmo que de forma discreta, no primeiro turno disse que apoiaria Jair Bolsonaro para Presidência da República. E, agora, no segundo, o Diretório Nacional do seu partido afirmou que não apoiará nenhum dos candidatos ao cargo, mas deixou os postulantes ao cargo maior dos estados livre para a escolha. Zema, então, ratificou seu apoio a Bolsonaro. Então, os pontos não fecham. Se for mesmo fake, como seus defensores afirmam, será que os autores não pensaram nisso? Ou a intenção mesmo é bagunçar o meio de campo. Perguntas que ficam no ar.

 Confiáveis? 

As eleições para os governos estaduais surpreenderam as pesquisas de intenções de voto – desbancando partidos tradicionais e colocando legendas menores no páreo no segundo turno. Estreantes tiveram sucesso entre os eleitores com discurso de combate à corrupção e redução das despesas públicas. É o caso do PSL, partido do presidenciável Bolsonaro, com chances no segundo turno de eleger três governadores, o que seria um feito histórico da sigla. Outras perguntas que não querem calar. As pesquisas não são confiáveis? Os eleitores mentiram ou decidiram de última hora?

 “Temerista” 

Após bate-boca entre o presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, e o candidato do partido ao governo de São Paulo, João Doria, os tucanos decidiram liberar os correligionários e não vão apoiar nenhum candidato no segundo turno da disputa presidencial. Em reunião acalorada, Alckmin chamou Doria de "temerista". O candidato tucano ao governo de São Paulo cobrava do partido mais ajuda financeira às campanhas dos candidatos que passaram para o segundo turno. Alckmin interrompe Doria e diz: "Traidor, eu não sou". “Deu urubu no ninho tucano”.

 "Direitos e sonhos" 

O PSOL de Guilherme Boulos ratificou apoio a Fernando Haddad (PT). Ele disse ter formalizado o apoio durante encontro com o petista e apelou para que as pessoas não se deixem desanimar em defesa dos "direitos e sonhos".  Nas redes sociais, o PSOL faz campanha contra o Bolsonaro. Tanto em Minas, quanto no Brasil, o segundo turno chegou, chegando!

 

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