Cobertura vacinal em Divinópolis está incompleta

 Ana Laura Corrêa

Representantes das secretarias de Saúde dos 54 municípios da região Centro-Oeste participaram ontem, em Divinópolis, de uma reunião de alinhamento das ações de controle de arboviroses. O encontro, voltado principalmente para a discussão do cenário da febre amarela na região, aconteceu na sede da Superintendência Regional de Saúde (SRS).

A coordenadora estadual de imunização, Eva Lídia Arcoverde Medeiros, a subsecretária de inovação e logística, Adriana Araújo Ramos e a referência técnica em coordenação de urgência emergência, Bárbara Moreira Viegas, vieram da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em Belo Horizonte, para conduzir a reunião na Superintendência.

—A vacina é a melhor e única forma de se proteger contra a febre amarela. Uma dose protege para o longo da vida. Em caso de dúvida, é preciso procurar o posto de saúde com sala de vacina mais próximo da residência para colocar a vacina em dia — ressalta Eva Lídia.

Situação

O boletim epidemiológico divulgado pela SES na última quarta-feira, 10, trouxe que, desde julho do ano passado, foram confirmados sete casos de febre amarela em todo o estado, registrados nos municípios de Brumadinho, Nova Lima, Carmo da Mata, Mar de Espanha e Barra Longa.

Dos confirmados, seis levaram os pacientes à morte e apenas um foi curado.  Todos os sete casos são do sexo masculino, com idades entre 33 e 51 anos e que não se vacinaram contra a doença. Na região de Divinópolis a cobertura vacinal acumulada de 2007 a 2017 contra a febre amarela está em 85,09%.

Regional

A secretária de saúde de Carmo da Mata, Nathalia Resende, foi uma das que participou da reunião na SRS. Na última terça-feira, 9, foi confirmada na cidade a morte de um homem de 39 anos, vítima da doença.

—De terça pra cá, já imunizamos 470 pessoas. Está havendo uma procura muito grande da população pela vacina. Nós estamos abrindo as unidades de saúde em horário especial para que quem trabalha até as 16h também possa se vacinar — afirmou a secretária.

Além disso, segundo Nathalia, servidores da área de endemia da Secretaria de Saúde do Município estão realizando busca ativa em um raio de 300 m² das residências urbana e rural da vítima da última terça-feira.

—Eles vão tentar encontrar algum rastro, vetor ou primata que tenham febre amarela. Os primatas não transmitem a doença, eles são apenas hospedeiros. Então, eles não devem ser mortos porque nos ajudam a encontrar onde está o foco da doença — esclareceu Nathalia.

 

 

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