Clubes cobram da Prefeitura solução para interdição de campos

 

 

José Carlos de Oliveira

 A interdição de clubes e campos de futebol foi tema de encontro ontem. Representantes de clubes recreativos e times de futebol se reuniram na sede urbana do Divinópolis Clube, sede central, para discutir a situação e encontrar uma solução para a interrupção de atividades em seus campos, diante da infestação do carrapato estrela, principal transmissor da febre maculosa. A Vigilância em Saúde vem interditando os campos, especialmente à beira do rio para evitar um surto da doença na cidade.

 A reunião 

Participaram do encontro, além de dirigentes do próprio Divinópolis Clube, representantes do Guarani Esporte Clube, da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), Clube dos Servidores Municipais (CSM), Clube Metalúrgico, Estrela do Oeste Clube (EOC), além de pessoas ligadas às escolinhas de futebol da Inter Academy e do Flamengo de Mendes Mourão. Todos eles tiveram seus campos interditados para a prática de futebol.

Depois de discutir alternativas, os dirigentes decidiram que ainda hoje, um representante de clube recreativo e outro de time de futebol estarão se encontrando com os responsáveis pelos órgãos da Prefeitura, envolvidos no assunto, em busca de uma solução para o problema.

 Posição do Guarani

Todos os representantes se dizem indignados com a situação e afirmam que as providências não podem ser somente do clube, exigem responsabilidade dividida. Um deles é o presidente Vinicius Morais, além do coordenador das equipes de base do alvirrubro, Marco Túlio Cordeiro. O Bugre de Porto Velho teve seu estádio, o Waldemar Teixeira de Faria, interditado por tempo indeterminado. Lá, são desenvolvidas várias atividades no futebol de base, onde garotos deste os sub-7 até o sub17 treinam e realizam jogos.

Vinicius entende que a Prefeitura deva mesmo cuidar do bem estar da população, mas cabe também aos profissionais do Executivo encontrar soluções que não penalizem a terceiros. E os clubes, neste caso, são cobrados por um problema que não é somente deles.

— É um caso que extrapola as necessidades dos clubes e afeta diretamente a população. Estamos na busca de soluções não somente para este momento, mas pensando em situações futuras. Somos uma cidade cortada por um rio, e se não existir um planejamento estratégico, ano após ano, a situação pode se alarmar — declara o dirigente.

 

 

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