Cleitinho promete protocolar pedido de CPI do Copacabana na segunda

 

Pollyanna Martins 

O vereador Cleitinho Azevedo (PPS) irá protocolar na próxima segunda-feira, 9, o pedido de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades no programa Minha Casa Minha Vida, no bairro Copacabana. O parlamentar disse, em seu discurso na reunião ordinária do dia 13 de março, que solicitaria a criação da comissão, após o Agora divulgar, no dia 10 de março, o caso de seu assessor, André Luiz da Silva, que mantém uma casa em situação irregular no bairro. 

Agora teve acesso com exclusividade a documentos que comprovam que André Luiz tem um imóvel na rua Gualter Teixeira Malta, porém não mora no endereço há três anos. Conforme revelou uma fonte que preferiu não se identificar, logo após deixar a casa, o assessor do vereador mandou tirar o telhado do imóvel e alegou na época que colocaria laje, porém isso nunca foi feito. 

Segundo o denunciante, com o passar dos anos, o mato tomou conta da casa, então André Luiz abriu o imóvel para limpeza. A fonte informou ainda que, depois da limpeza, o assessor mandou tirar o portão e fechou o imóvel com blocos de cimento, impossibilitando a entrada na casa. O Agora esteve no bairro e constatou a situação de abandono da residência, que não tem janelas, pias, sanitários no banheiro e telhado.  

Em seu discurso no dia 13 de março, o vereador disse que “quem não deve não teme”, e que não tem nada a reclamar de seu assessor. Cleitinho garantiu que André Luiz está dentro da legalidade, mas, caso seja provada alguma irregularidade envolvendo o funcionário, ele será exonerado imediatamente.  

— Se está errado está errado, tem que pagar. Se estiver certo, que a justiça seja feita – afirmou. 

Após o protocolo do pedido, ficará a cargo do presidente da Câmara, Adair Otaviano (MDB), instaurar ou não a comissão.  

Polícia Federal 

Uma investigação da Polícia Federal foi iniciada em 2013 para apurar denúncia de fraudes em documentos utilizados por mutuários para se adequarem ao programa. Foi levantada uma série de irregularidades que comprometiam a seriedade do programa do Governo Federal na cidade. No dia 10 de março, o delegado Daniel Fantini, que preside o inquérito policial, informou ao Agora, por meio da assessoria de imprensa da PF, que a investigação está em fase de finalização. 

 

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