Cleitinho no sofá

O inquieto vereador Cleitinho Azevedo (PPS) voltou às redes sociais para mais um filme interessante: sentado em um sofá, com um enorme buraco à sua frente e destilando veneno em cima da Prefeitura. Segundo ele, vários ofícios foram enviados ao prefeito Galileu Machado (MDB) e nem resposta recebeu. E aquela “obra” continua desafiando os moradores do bairro onde se diz morar.

Não mandou e nem...

...vai mandar nenhuma resposta, pois este não é o feitio da administração de Galileu Machado. Provavelmente o secretário de obras ou de reparos em vias, mandará alguém lá com uma pá e um punhado de terra e jogar no local. Asfalto, nesta escassez de dinheiro, muito difícil. Ser oposição é isto, ou seja, não receber absolutamente nada da administração e sequer ser recebido pelo mandatário de plantão. Convém se acostumar se deseja continuar na vida pública. O seu colega, hoje presidente da Câmara, ficou 12 anos resmungando de sua cadeira, xingando todo mundo na Prefeitura, pois nada que pedia sequer merecia a mínima atenção. Vivendo e aprendendo, uma hora, quem sabe, as partes se entendam. Em Divinópolis, neste Sítio do Pica Pau Amarelo, muito difícil.

Com o coração na voz...

...e o grito mais feroz, eu canto a mesma dor. Este é o verso inicial de uma linda música do grande Roberto Carlos, e que está entalado na minha garganta com medo do que iria acontecer a partir das 14h no plenário do STF, quando seria decidido se Lula será ou não preso a partir de segunda-feira. No momento que escrevo este PB, faço questão de registrar, é 12h25 de ontem, portanto a uma hora e meia do início da discussão.

Como qualquer brasileiro...

...preocupado com a atual situação deste país e que tem acompanhado absolutamente tudo, mesmo que a distância, mas por fontes sérias, sinto que a incoerência irá vencer a convergência. Os Ministros, alguns com “m” minúsculo, não conseguem se entender e, por dever favores a Lula que os nomeou ou aos seus projetos pessoais aprovados pelo ex-presidente, negam-se a julgar com a razão. Já o povo brasileiro, em sua esmagadora maioria, é convergente, quer que a justiça seja feita e que aquele condenado pague pelos erros que praticou e por esta lástima em que jogou o país. Tenho medo do resultado negativo da decisão, pois este país pode pegar fogo.

Principalmente depois...

...daquela discussão indecente de quarta-feira, 21, na qual, dentro do maior Tribunal do país, um ministro (Luiz Roberto Barroso) chama o colega (Gilmar Mendes) pelos nomes mais indecentes do dicionário brasileiro. Não fosse Mendes um algo estranho em forma de gente e não merecesse tantos adjetivos pejorativos, alguém o defenderia ou ele mesmo teria uma atitude de homem, se fazendo respeitar. “Vossa Excelência é uma mistura do mal com o atraso, que desmoraliza a corte”, disse Barroso, que sugeriu que Gilmar age por interesses estranhos à Justiça. Disse mais, que Gilmar tem parceria com a leniência em relação à criminalidade do colarinho branco.

Acusações criminosas

Tudo o que o ministro Barroso disse para o seu colega faz parte de um de rol de acusações gravíssimas e que teriam em qualquer lugar civilizado uma apuração, ou no mínimo o afastamento dos dois. Mas, voltando ao assunto da música de Roberto Carlos, tenho a esperança de poder cantar esta música com o amor que ela sugere, e não com a compaixão que parece estar vindo.

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