Cleitinho não vai morar na ALMG; afirmação é do próprio deputado

Maria Tereza Oliveira

Polêmico desde antes de efetivamente entrar para a política, Cleitinho Azevedo (PPS), vem colecionando apoiadores e críticos de seu estilo irreverente. Desde os tempos de “Cleitinho Elétrico”, ele já dava o que falar, com discursos energéticos durante as apresentações, onde criticava políticos locais.

Após afirmar que foi “boicotado”, ele entrou para a política em 2016 quando se candidatou a vereador. Na época, Cleitinho teve pouco mais de 3 mil votos, mas foram suficientes para conquistar uma cadeira na Câmara.

Desde que assumiu seu lugar como vereador, ele passou a protagonizar polêmicas e postá-las em suas redes sociais. Suas atitudes dividiram opiniões, causaram debates e, consequentemente, aumentou sua popularidade. Ele passou a ser conhecido em todo o Estado e em outros lugares do país.

Mudança de Casa

Cleitinho aproveitou sua popularidade nas redes sociais para lançar candidatura ao cargo de deputado estadual. Ao contrário da maioria, ele não gravou propaganda para TV e também não usou muita panfletagem, priorizando a plataforma que lhe fez famoso: a internet.

Como resultado, obteve mais de 115 mil votos nas eleições de 2018 e trocou a Câmara pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Em entrevista ao Agora, Cleitinho afirmou que, apesar de ter sido eleito para representar Minas por inteiro, irá priorizar Divinópolis.

— Vou entrar com humildade e “pé no chão” porque vou estar ali para produzir para o Estado. Eu sei quais são as prioridades de Divinópolis e estarei lutando por estas questões — prometeu.

O deputado afirmou que vai cobrar do governador Romeu Zema (Novo) que os repasses aos municípios sejam regularizados.

— A questão da valorização da classe da educação será uma das minhas bandeiras. Irei lutar para que os professores sejam valorizados — afirmou.

Apesar de declarar apoio à classe, Cleitinho também se posiciona a favor do projeto “Escola Sem Partido”, assunto que é criticado pela maioria dos professores.

Mudança para a ALMG?

Mesmo antes de assumir, ele já foi alvo de polêmicas. A maior até o momento seria sobre uma mudança para seu gabinete na ALMG. De acordo com notícias, Cleitinho teria pedido para que fosse instalado um chuveiro e anexada uma cama em seu gabinete, já que o mesmo abriu mão do auxílio moradia. Ele comentou o assunto.

— A imprensa distorceu um pouco esta situação. Eu não vou morar na ALMG. O que aconteceu é que como estou abrindo mão do auxílio moradia e vou continuar morando em Divinópolis. Eu irei para Belo Horizonte nas terças, quartas e quintas e na maioria das vezes eu vou voltar porque é perto. Mas, se acontecer algum imprevisto, eu perguntei se havia algum empecilho eu passar a noite no meu gabinete, porque ele é muito confortável. Só isso. Eles ficaram de olhar para mim, mas eu nunca disse que eu iria mudar para a Assembleia — esclareceu.

Sem “privilégios”

Cleitinho sempre afirmou que quer acabar com as “mordomias” dos políticos. Ele anunciou que, além de abrir mão do auxílio moradia, também não terá auxílio paletó, que conforme o deputado explicou, equivale à R$ 25 mil agora no início do mandato e mais R$ 25 mil no fim, totalizando R$ 50 mil.

Questionado se ele achava que se este posicionamento poderia influenciar os colegas deputados a fazerem o mesmo, ele disse que é incerto.

— São 77 pessoas com ideias e posturas diferentes, mas o primeiro passo tem de ser dado. Cada um faz conforme sua consciência — opinou.

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