Cleitinho é acusado de campanha eleitoral fora de época por abrir show de Marília Mendonça

Próxima eleição será minha última, afirma deputado estadual

Da Redação

O deputado estadual Cleitinho Azevedo (Cidadania) publicou, nesta quinta-feira, 11, em suas redes sociais, vídeo demonstrando indignação com documento enviado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ao seu gabinete. O ofício notifica o parlamentar sobre denúncia recebida por meio da Ouvidoria e a abertura de investigação preliminar para apurar possível campanha eleitoral fora de época. Cleitinho chamou o denunciante anônimo de “pilantra”. 

— Chegou para mim agora uma denúncia do Ministério Público. Olha o nível que está a política, tudo por causa da eleição no ano que vem — justificou.

Segundo o deputado, a denúncia alega que ele estava em campanha eleitoral fora de época por aceitar abrir o show de Marília Mendonça em Divinópolis, agendado para esta sexta, 12. A cantora morreu em um acidente de avião na última sexta, 5. 

Uma das bases da denúncia é um post de Cleitinho com a arte de divulgação do evento. A denúncia aponta o caso como crime eleitoral, por se tratar de campanha fora do período autorizado pela Justiça. 

O documento informa Cleitinho sobre abertura de processo para “análise preliminar das informações”.

No vídeo, ele se defende das acusações.

— O político virou político do nada? Antes ele não fazia nada da vida? (...) Nenhum político que virou político tinha outro serviço, não? Eu não posso ter meu serviço? Eu tenho que viver de política o resto da minha vida? Não estou fazendo nada de errado, apenas ia fazer um show. Não tem político que é médico, que é advogado? Eu era verdureiro e mexia com isso [música] — questionou.

Vou continuar

Apesar da denúncia, Cleitinho disse que promete continuar com o seu projeto de retomar suas apresentações musicais aos finais de semana.

— Todo dia é uma ladainha, uma perseguição contra mim. Vou voltar a fazer show, vou subir em cima do palco e detonar vocês [políticos]. No fim de semana não me atrapalha. Se eu quiser fazer show eu vou fazer, e faço questão de doar o cachê — afirmou.

O representante de Divinópolis na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) explicou, ainda, que deixou a música para entrar na política por perseguição.

— Vocês me boicotaram. Eu mexia com banda e muitas vezes eu subia em cima do palco para detonar a classe política. Os políticos da minha cidade e da região começaram a ligar para os contratantes [para não me contratar] e parei de fazer show. (...) Já que eles tiraram de mim o que eu mais gosto que é cantar, agora eu vou tirar o que eles mais gostam que é roubar — relembrou sobre seu começo como vereador. 

Para Cleitinho, a perseguição voltou.

— Agora estão voltando a encher meu saco novamente. Era o primeiro show que eu ia fazer depois de mais de cinco anos sem tocar e já iam me encher o saco. Infelizmente, a Marília Mendonça sofreu essa tragédia e morreu. Eu ia abrir o show dela e tiveram a cara de pau de levar isso para o Ministério Público para falar que eu estava fazendo campanha fora de época — criticou.

Última eleição?

Por fim, Cleitinho afirmou ter o desejo de participar de apenas mais uma eleição antes de encerrar sua jornada política.

— Ano que vem é minha última eleição, é a última que vou participar. Não vou entrar em mais nenhuma. Só quero mais uma para esfregar na cara do sistema — disse.

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