Cidadão oliveirense faz desabafo contra tombamentos de imóveis na cidade

Maria Tereza Oliveira

Um cidadão oliveirense, durante audiência pública sobre tombamento, realizada pela Câmara de Oliveira na última quinta-feira, 27, desabafou sobre sua insatisfação com os tombamentos realizados na cidade.

Bruno Barbosa Alvim revelou estar indignado com a cidade. Ele contou que passou 50 anos morando em outra cidade e, quando voltou a Oliveira, ainda percebe que algumas famílias querem “mandar” na cidade.

— Teve uma pessoa que teve a coragem de me falar: “Bruno, se Oliveira melhorar, piora para nós”, ou seja, que ele não quer que a família dele perca o controle da cidade — disse.

O cidadão contou a história de quando seu pai construiu um prédio no Centro da cidade.

— Havia um antigo cinema no local que dava emprego para duas pessoas. Hoje há mais de 30 pessoas empregadas no prédio. Quando meu pai foi construir em Oliveira, muitas pessoas o aconselharam a investir em outras cidades, mas ele quis valorizar a sua terra — lembrou.

 

 

Projeto

O tombamento de imóveis na cidade de Oliveira é assunto polêmico há tempos. O ex-prefeito, Salatiel Alvim Lobato (PTB), fez um dossiê em 2016 em que grande parte da área central, além das proximidades, foi tombado pelo patrimônio histórico.

No documento, inúmeros casarões históricos foram tombados, mas, no processo, outros imóveis como edifícios e casas novas também foram tombados. A medida tornou-se impopular entre os cidadãos e, desde então, estão sendo realizadas reuniões para debates do tema.

Segundo informações extraoficiais, o vice-prefeito, Chicre José Abud Neto (MDB), é contrário ao tombamento dos imóveis. Já a prefeita, Prefeita Cristine Lasmar (MDB), é a favor do tombamento individual dos imóveis, não por área, como no dossiê de 2016.

Dos 12 mil imóveis da cidade, cerca de 2 mil foram tombados pela antiga gestão.

Prefeitura

O Agora entrou em contato com a Prefeitura de Oliveira, no entanto, não recebeu resposta.

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