Chuvas mantêm Defesa Civil e bombeiros em alerta em Divinópolis

 

Rafael Camargos

As chuvas que vem caindo em Divinópolis devem  amenizar nesta semana, mas devem ocorrer durante todos os dias, por isso, especialistas explicam que devem ser analisados dois pontos da situação. O primeiro, o ecológico. Com o alto volume de chuvas, os rios e córregos voltaram a subir, por outro lado, o perigo de enchentes e desabamentos aumentou e tem preocupado o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil da cidade. O rio Itapecerica, responsável por 80% abastecimento de água na cidade subiu 20 centímetros acima do nível normal.  

De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luís Ladéia, o tempo permanece instável sobre todas as regiões de Minas Gerais. Ele explica que a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), responsável pela manutenção do fluxo de umidade sobre o Estado, permanece ativa e propicia condições favoráveis para ocorrência de chuvas a qualquer hora do dia na grande maioria das regiões mineiras. Devido ao grande volume de chuva nos últimos dias, diversas regiões estão sob estado de atenção para ocorrência de deslizamentos ou alagamentos devido à água acumulada no solo e transbordamento de córregos e rios.

— A formação de zona de convergência do Atlântico Sul e a umidade da Amazônia que desceu para a região Sudeste do Brasil proporcionaram uma nebulosidade em todo o estado. E na região Centro-Oeste, não é diferente. A chuva vai diminuir, mas ainda está bem presente na região — concluiu ele.

Para esta terça-feira, a previsão é que caiam mais de 100 mm em Divinópolis, o que fez a Defesa Civil alertar a população, sobretudo, àquelas famílias ribeirinhas. Algumas delas, como as do bairro Candelária, foram afetadas com a chuva que caiu na noite de domingo e madrugada de ontem. Houve deslizamento de terra na rua Mar e Terra enchendo a via de lama. Os buracos também aumentaram e, o pior, é que se trata da única rua de ônibus de acesso ao bairro. Houve ainda queda de árvores em alguns pontos.

 Orientações 

De acordo com o tenente do Corpo de Bombeiros, Carlos Aberto Ramos Estanislau, devem ser analisados dois momentos, o anterior as chuvas e o durante as chuvas.

Ele explica que, antes da chuva, devem ser realizadas limpezas para não impedir o fluxo de água; podar algumas árvores com risco de queda, e realizar a escora de muros e paredes que apresentam algum risco.

— O importante é ficar atento quando o local oferece risco. Observar, paredes com trincas, e locais de possíveis deslizamentos e evitar desmatamento — comentou.

Já se for durante a chuva intensa, é importante desligar energia, e manter lanternas pilhas e água potável por perto. Ficar atento ao nível de subida de água e procurar um local seco para ficar.

Ainda segundo o tenente, se a pessoa estiver dentro do carro, é interessante que ela não estacione próximo a postes e árvores.

— Vale lembrar cuidados com os raios, não ficando em campo aberto. O carro é uma ótima proteção contra raios, desde que os vidros estejam todos fechados — orientou.

Ele continua dizendo que, em caso de inundações e desabamentos é importante a população em risco abandonar a casa e avisar aos vizinhos.

— Se por ventura começar a ser levado pela correnteza, se agarre em algum ponto.  Em caso de emergência ligar para o 193 — finalizou.
Já a Defesa Civil alertou para que os moradores de áreas de risco e ribeirinhos fiquem atentos ao trânsito e os problemas nas ruas, como os buracos.

 Chuva sem fim

O  Inmet emitiu um alerta sobre o tempo carregado em Minas Gerais. De acordo com o instituto, a previsão é de chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia, havendo assim, grande risco de alagamentos e transbordamentos de rios, deslizamentos de encostas, em cidades com áreas de risco. No fim da tarde de ontem, o instituto alertou sobre o volume de água que pode cair hoje em Divinópolis.

 Transtornos 

A chuva também vem trazendo transtornos para os moradores da comunidade de Córrego do Paiol. A estrada se tornou um lamaçal. A chuva está impossibilitando que o transporte público chegue ao local. Os moradores estão há cerca de seis dias sem transporte.

 

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