Choro dos arrependidos

 Não é que o choro dos arrependidos em ter votado nos candidatos que governam Minas e o Brasil ganha, a cada dia, novos adeptos? Além de muitos eleitores, políticos estão entrando na fila. Olha que ela já parece casas lotéricas em dias de pagar contas e prêmios de loteria milionários. Os discursos nas reuniões da Câmara que o digam. Vale a pena conferir!

Pirâmide invertida

Por falar em discursos no nosso Legislativo, os assuntos nacionais e estaduais costumam pautar a maioria. A empolgação nos gritos é tanta que alguns vereadores estouram o tempo permitido, e olha que não é pouco: dez minutos. Assim, os assuntos de interesse da população divinopolitana ficam para os dois últimos que a Casa dá de “lambuja”. O tempo é muito curto, o microfone é cortado e os assuntos necessários ao eleitor local ficam a ver navios. A dica sempre é: começar pelo mais importante. Isso sim é “fiura”.

Cala boca!

Quando a gente acha que já viu tudo nesta vida, ou melhor, neste país, não é que ainda nos surpreendemos? Esta frase é nova e muito usada, afinal, no Brasil, quando o assunto é política, é uma surpresa atrás da outra. A última é em nível nacional, mas serve para cantinho deste lugar descoberto por Pedro Álvares Cabral, que, sinceramente, poderia ter ficado escondido com apenas nossos índios. O governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), publicou um decreto em que proíbe delegados da Polícia Civil de criticar autoridades públicas em entrevistas ou divulgar nomes de pessoas investigadas em operações policiais. É isso mesmo. Os protegidos? Seus secretários e outros políticos.

Proibido e escondido

Para provar que o decreto publicado no último dia 11 é real, o documento proíbe também que o cumprimento de mandados de busca e apreensão seja acompanhado pela imprensa. E pior: as buscas em repartições públicas só podem ser realizadas com o conhecimento e autorização do delegado-geral de Polícia, cargo de confiança que é preenchido por indicação do próprio governador. A determinação surgiu após uma série de atritos entre a Polícia Civil do estado e o Governo que exonerou delegados que investigavam políticos amigos do governador. Não é que a ditadura começa subir na cabeça de alguns? Nicolas Maduro manda lembranças!

Aqui não

Em Minas Gerais, ao que parece, “o buraco é mais embaixo”. Secretários de Estado poderão ser convocados pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para prestar esclarecimentos, caso seja necessário. Cerimônia ontem na Casa marcou a promulgação da Emenda à Constituição 99, de 2019. A proposição estabelece a obrigação dos secretários de prestarem contas quadrimestralmente de seus atos na ALMG ou sempre que forem convocados para isso. Assim que se faz. Prestar contas, principalmente à população que o elegeu, é obrigação do político ou de quem ocupa um cargo público, independentemente do poder que representa.  

Pegar no pé

Diferente de gestões anteriores, o Executivo mineiro não terá vida fácil. A emenda está em sintonia com as diretrizes da nova Mesa da Assembleia, que tem à frente o presidente Agostinho Patrus (PV), de reforçar um dos pilares de atuação do Legislativo, que é justamente o de fiscalizar o Executivo. Postura sempre defendida pelo deputado Cleitinho Azevedo (PPS), único representante de Divinópolis na Casa, certamente entusiasmado com a PEC. Tanto que já fez denúncias contra o governo, uma delas de ambulâncias abandonadas. Procedimento de praxe que deveria está em andamento há anos luz.

 

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