Chegando a hora da verdade

Batendo Bola

 

José Carlos de Oliveira

 

jcqueroviver@hotmail.com.br

 

Chegando a hora da verdade

 

O técnico Felipe Conceição tem que aproveitar bem esta semana - a última que terá para armar o time do Cruzeiro para a maratona que vem por aí. Todos sabem que para o time celeste, o ano começa realmente a partir do próximo sábado, quando entra em campo para a primeira partida do Campeonato Brasileiro da Série B já sabendo de suas responsabilidades. Agora é que a “onça vai realmente beber água”, e a Raposa sabe que tem que jogar tudo que sabe e mais um pouco para conseguir o acesso, pois do contrário a crise que se instalou no clube nas últimas temporadas pode ficar ainda mais grave. Impossível é prever hoje o que pode acontecer pelas bandas azuis se o acesso não vier neste ano, mas coisa boa não será, é o que todos devem saber.

 

Maratona

 

E para começar a caminhada nesta segunda metade do ano, a Raposa já terá que enfrentar uma verdadeira maratona nas próximas semanas, que pode ser um divisor de água nas pretensões do time no restante do ano. Serão nada menos que 12 jogos (10 pelo Campeonato Brasileiro e duas partidas pela Copa do Brasil, contra o Juazeirense, da Bahia, nos dias 3 e 9 de junho) num período de 40 dias, um jogo a cada três dias. E se dar bem nestes confrontos é tudo que o time estrelado necessita neste momento, para enfim ter tranquilidade para trabalhar. 

 

Grana

 

Se nas dez partidas pela Série B é grande a importância de vitórias, para que o time não passe o mesmo sufoco do ano passado, na Copa do Brasil o caso é de subsistência mesmo. Encontrando enormes dificuldades para saldar seus compromissos com atletas e funcionários todos os meses, o milionário torneio nacional, com cotas garantidas por fases avançadas, pode ser a solução de muitos problemas. Se passar pelos baianos, já garante pelo menos mais R$ 2 milhões no caixa, grana que será mais do que bem-vinda para sanar alguns problemas do clube.

 

Time e reforços

 

Técnico e diretoria garantem que o time para a Série B ainda ganhará alguns reforços, e que novidades podem ser anunciadas ainda nesta semana, pois jogadores estavam sendo observados durante os estaduais que se encerraram no fim de semana, e contatos devem ser agilizados a partir de agora. Por enquanto, somente o zagueiro Joseph e o volante Flávio foram anunciados, mas pela base que está sendo montada por Felipe Conceição, dá sim para acreditar num ano melhor para a Raposa.

 

Jovens da base

 

Nos jogos-treino do sábado – empate em 1 a 1 com o Boa Vista, do Rio de Janeiro, e vitória de 2 a 0 sobre o Boa Esporte – o que mais chamou a atenção, foram os garotos da base, que já estavam com um pé fora do Cruzeiro. Pouco aproveitados pelo treinador, o zagueiro Paulo e o meia atacante Marco Antônio, entraram no decorrer da partida frente o time de Varginha, e já foi o bastante para chamar a atenção da torcida, que passou a pedir pelas redes sociais a permanência dos garotos na Toca, o que pode levar o treinador a mudar seus planos para os atletas.

 

América para na trave

 

A final do Campeonato Mineiro entre Atlético e América deixou no ar algumas interrogações e muita gente com uma pulga atrás da orelha. Time por time era para o Galo ter levado o caneco com um pé nas costas e sem passar pelo sufoco do segundo jogo, no sábado, quando só levou a melhor no clássico porque o artilheiro Rodolfo parou na trave na cobrança de uma penalidade máxima. Tivesse ele convertido o pênalti, a taça mudaria de mãos e hoje muita gente estaria questionando este time milionário do Atlético.

 

Precisa reforços

 

E é bom que a diretoria alvinegra encare as dificuldades na final mineira como um alerta para o Brasileirão. Mesmo com seu elenco recheado de medalhões, o Galo ainda não é um time incompleto e carece de alguns reforços, ou mesmo mudanças em seu plantel. Se o pensamento é o de brigar por títulos na temporada, há que melhorar sim, e muito, pois do contrário a alegria da Massa vai parar por aqui, ficar apenas no Mineiro.

 

América

 

Para os lados do Coelho, a final também deixa algumas lições, e o técnico Lisca que trate de fazer bem o dever de casa. Para se dar bem no Brasileirão é preciso regularidade nas 38 rodadas e não de fazer o jogo da vida apenas quando interessa ao time. Esta de jogar como se fosse em mata-mata não servirá de nada, então que abram os olhos e encarem de frente a realidade que vem por aí.  

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