Chacoalhada

Felizmente quase em extinção, o simples ato de jogar uma bituca de cigarro na rua, nos passeios, praças ou simplesmente amassada pelo calçado, por si só já é um desrespeito à sociedade, pois pouca gente sabe o mal que ela provoca. Além de não ser biodegradável, contém uma química altamente nociva ao meio ambiente e, de forma indireta, aos humanos.

Os europeus e os asiáticos, ainda os povos mais fumantes do mundo, têm visto nos últimos tempos leis com altas multas para quem for pego jogando o resto de um cigarro fora do lixo. Uma lei muito parecida, e que já é aplicada no Brasil, com a dos dejetos dos cachorros domésticos, que precisam dar suas voltas para suprir as suas necessidades fisiológicas. Os seus atentos donos já aprenderam que, para as tais voltas, é necessário levar saquinhos para recolher o que eles fazem, mas fica a urina, esta ainda impossível de uma solução, mas que faz menos mal ao meio ambiente.

Se estes pequenos cuidados já resolvem muita coisa, outras muitas coisas estão “aparentemente” sendo resolvidas depois que surgiu a tragédia do mensalão mineiro e depois a operação Lava Jato, que tem o juiz Sérgio Moro como símbolo de sua aplicação. Por ordem de outro atuante juiz, Marcelo Bretas, 47 anos, um carioca de Nilópolis que tem feito um serviço admirável, foram colocados, a partir do ex-governador Sérgio Cabral, muitos políticos importantes no xadrez, como o presidente da Assembleia do Rio, Jorge Picciani, que levou o filho a reboque.

O povo sente que algo está acontecendo, e muito fora do comum, um ponto fora da curva. Nos últimos dois anos, o povo foi às ruas não para pedir e sim para exigir reformas. E elas estão vindo. Primeiro, a trabalhista, que deu um novo ânimo ao empresariado e deixou os trabalhadores livres dos incômodos de sindicatos picaretas, pois não são mais obrigados a pagar nada, como vinha acontecendo desde que o famoso “movimento revolucionário” ou “ditadura”, como alguns preferem chamar, deu de presente esse dia do trabalhador para os sindicatos e o país foi tomado por gente desocupada, vivendo para provocar balbúrdia em nome de trabalhadores. Talvez, tenha sido este o maior erro dos militares, mas finalmente os próprios políticos reconheceram que somente o PT havia sido beneficiado.

Agora, mais uma chacoalhada nacional está acontecendo, com o Supremo acabando com o famigerado Foro Privilegiado. Deputados, senadores, governadores, todos enfim que detêm cargos políticos, poderão ser presos e processados por juízes de primeira instância, por crimes não correlatos com os seus mandatos. Matou, roubou, fez mutretas, será preso e julgado. Simples assim.

Torna-se evidente salientar que os políticos irão se mexer para que esta caixa de Pandora não perca seus efeitos e que o próximo presidente do STF, Dias Toffoli, consiga pautar o assunto, fazendo com que tudo volte a ficar como era antes, que ninguém seja preso depois da segunda instância, e outros males que somente eles podem agregar à vida política deste sofrido gigante chamado Brasil.

 

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