César Tarzan mantém discurso de vítima

Da Redação

O vereador César Tarzan (PP) usou parte do seu tempo na Tribuna Livre ontem, durante a reunião da Câmara para falar sobre o seu indiciamento por cinco crimes, concretizado pela Polícia Federal (PF) na semana passada e divulgado nesta. Porém, o parlamentar usou pouco mais de um minuto de seu discurso  para se pronunciar sobre o assunto. Segundo Tarzan, ele recebeu a notícia do indiciamento por meio da imprensa, no fim da tarde desta segunda-feira, 11, e afirmou que ficou feliz com a notícia. O vereador reforçou que estava ansioso para que o processo fosse para o Ministério Público Eleitoral (MPE), pois, enfim, poderia se defender.

— Eu recebi a notícia da conclusão do meu inquérito com muita alegria, porque são dois anos que venho pedindo várias vezes a conclusão deste inquérito, para que eu possa, de uma vez por todas, me defender – afirma.

Crimes

A Polícia Federal indiciou o vereador por cinco crimes, sendo eleitorais três deles. No inquérito conduzido pelo delegado que esteve à frente do caso, Benício Cabral, Tarzan foi indiciado por boca de urna, em duas modalidades, e também compra de votos, falsidade ideológica eleitoral, falsidade ideológica e concussão. O parlamentar foi denunciado ao Ministério Público, em 2017, por duas pessoas que trabalharam em sua campanha nas eleições de 2016. Desde então, é investigado pelo MP e pela PF.

Vítima

Durante sua defesa no pronunciamento, o vereador disse ainda que quer mostrar a verdade e estaria sendo vítima de duas pessoas que queriam estar trabalhando como seus assessores.

— Essas pessoas, por vingança, fizeram essa denúncia. Com a conclusão do inquérito, eu vou ter a oportunidade, dentro desses dois anos, de prestar a minha defesa e mostrar a verdade para a população de Divinópolis – acrescenta.

O vereador encerrou sua fala sobre o assunto, dizendo que está “há dois anos pagando sem dever e rezando sem ter pecado”. Apesar de ter tido o direito de defesa durante a investigação da Polícia Federal, o parlamentar reforçou que agora terá “a oportunidade de mostrar para Divinópolis que eu estou sendo vítima de uma vingança infantil, de pessoas que infelizmente queriam estar trabalhando, mas não foram chamadas”.

Além do vereador, outras cinco pessoas, incluindo dois assessores do parlamentar, e os dois denunciantes, foram indiciados pela Polícia Federal. Eles responderão por crimes diferentes.

Mais uma vez

Em junho de 2017, logo após a Polícia Federal e o Ministério Público cumprirem um mandado de busca e apreensão no gabinete de César Tarzan, o vereador convocou uma coletiva de imprensa e disse ser inocente das acusações que estava sofrendo. O parlamentar afirmou, na época, que não há provas contra ele, mesmo o delegado da Polícia Federal tendo garantido no dia anterior que já era comprovado que o vereador tentou interferir na investigação coagindo as testemunhas.

— São provas concretas de uma coisa que não existiu. Não existe prova de um fato que jamais aconteceu – disse.

Durante a coletiva de imprensa, César ponderou as palavras, e se esquivou quando foi perguntando se estava desmentindo o delegado da Polícia Federal.

— Eu não estou o desmentindo, porque eu não sei o que ele tem e afirmo novamente que não tem como provar uma coisa que não existiu – afirmou.

 

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