Centenário na Série B

José Carlos de Oliveira

O Cruzeiro completa 100 anos no próximo dia 2 de janeiro, e a diretoria comandada pelo presidente Sérgio Santos Rodrigues prepara as comemorações do centenário do clube estrelado com muito carinho, buscando esquecer a trágica situação em que a Raposa se encontra, com dívida astronômica, um time tecnicamente sofrível e caminhando a passos largos para disputar novamente a Série B, num ano que era para ser somente de festa para o lado azul das Minas Gerais.

Só um milagre

No futebol, infelizmente a realidade azul é esta. Apesar de matematicamente ainda ser possível o acesso, esta é uma coisa que nem o torcedor mais fanático acredita mais. Jogando a competição com altos e baixos, o time azul até que subiu de produção sob o comando do gaúcho Luís Felipe Scolari, mas ainda longe de dar credibilidade ao torcedor.

Só um milagre

Menos mal que pelo menos um novo desastre – a queda para a Série C – está com meio caminho andado para ser evitado, mas daí a acreditar em um acesso ainda este ano já são outros quinhentos. Só se os deuses da bola resolverem dar uma mãozinha, porque acreditar que o time vá buscar este feito por seus próprios esforços é algo difícil de acontecer. Para conseguir o acesso, a Raposa terá que vencer sete dos oitos jogos que ainda lhe restam na competição, e com a bola que vem mostrando nos duelos esta é uma tarefa acima das forças do time.

Para 2021

Como quem morre de véspera é Peru de Natal, todos pelas bandas da Toca da Raposa têm que seguir acreditando, e dando o seu máximo nas rodadas que ainda faltam para o encerramento do Campeonato Brasileiro, fazendo a parte que lhes compete para provocar o milagre. Se no final vier o acesso podem todos festejar, mas se não que pelo menos deixem o caminho pavimentado para 2021, dando ao torcedor a esperança de que no ano que vem tudo vá ser diferente.

Lembrar sempre

O que ninguém para as bandas da Raposa pode deixar de se lembrar sempre é dos dirigentes irresponsáveis que colocaram o clube nesta situação em que se encontra. Que sigam cobrando de Wagner Pires, Itair Machado e Sérgio Nonato a reparação de todos seus atos de rapina, que paguem com juros e correção monetária tudo que roubaram e, depois, se mandem para bem longe do Cruzeiro.

Vencer e vencer

Como não pode deixar de lutar, que comece na noite de hoje, em Campinas, a mudar a sua história no Brasileirão. A situação é sim dificílima, mas como daqui para frente só a vitória interessa, que comece já nesta noite contra a Macaca. Não há outra alternativa à Raposa, daqui para frente é vencer ou vencer, todo o resto não interessa mais. 

Galo também para o ano que vem

E do outro lado das Minas Gerais, a grande alegria da Massa alvinegra é justamente a difícil situação do rival celeste, que caminha para disputar a Série B no ano de seu centenário, porque também o seu time vem deixando a desejar em campo. Depois de ser cantado em verso e prosa como o grande favorito ao título do Brasileirão, o Galo despencou na tabela, e hoje é apenas o terceiro colocado, atrás de São Paulo e Flamengo.

Investimento

O que mais dói no torcedor alvinegro é constatar que todo o investimento feito desceu pelo ralo, com os milhões de reais usados na montagem do time sendo muito pouco para levar o clube ao tão sonhado Bi do Brasileiro. Nem mesmo os ‘dólares’ dos patrocinadores foram suficientes para tornar o sonho realidade.

Acreditar sempre

E do mesmo modo que o torcedor azul tem que ser acreditando, a Massa alvinegra também tem que acreditar, reviver o mantra do “Eu Acredito”, e seguir com o time até a rodada final. Se enquanto há vida há esperança, também no futebol esta é uma verdade que não pode ser deixada de lado. 

Mesmo não dependendo mais de suas próprias forças, o Atlético tem que seguir fazendo o seu papel, vencendo seus jogos e ficando na torcida por tropeços dos rivais. O que não pode acontecer é se entregar sem lutar. Isso jamais.

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