Caso suspeito de meningite é investigado

 

Maria Tereza Oliveira

Uma criança foi internada no Hospital de Saúde São João de Deus (HSJD), sob suspeita de meningite. De acordo com a Superintendência Regional de Saúde, não houve caso de meningite bacteriana confirmado na cidade e o caso está em investigação.

Segundo a Superintendência, a equipe da vigilância sanitária da cidade coletou amostra de líquor (fluido encontrado na médula) da criança e encaminhou o material para o laboratório de referência da Fundação Ezequiel Dias (Funed) para realização de exames.

De acordo com informações da Superintendência, em 2018 ainda não há casos confirmados de meningite no município.

Meningite

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. Se não for tratada a tempo e corretamente, o paciente pode morrer em poucas horas.

O tratamento é realizado por meio de antibióticos injetáveis. A única prevenção é a vacina indicada para crianças a partir de dois meses (são três doses) e para adultos que passarão por cirurgia ou estão com o sistema imunológico prejudicado por alguma doença.

Todas as variantes da doença podem ser letais, mas a evolução do quadro clínico é mais lenta, o que dá tempo aos médicos em realizar o diagnóstico mais rapidamente.

A doença pode ser causada por vírus, entretanto, também há casos onde a meningite é causada por bactérias e, em casos raros, ela pode ser transmitida via fungos.

O tipo viral pode ser causado por inúmeros tipos de vírus. A meningite viral é a forma mais comum e menos perigosa da doença, e, na maioria dos casos, nem exige tratamento.

Os vírus causadores da meningite podem ser transmitidos através alimentos, água e objetos contaminados. A incidência da doença é mais comum entre o fim do verão e o começo do outono.

Já a meningite bacteriana é a forma mais grave da doença. Ela ocorre geralmente quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro. A doença também pode ser desencadeada após uma infecção no ouvido fratura ou, em casos raros, após alguma cirurgia. A transmissão da doença pode acontecer a partir de várias bactérias.

A forma mais rara da doença é a meningite fúngica. Apesar de ser a menos comum, ela pode levar ao quadro crônico da enfermidade. Em alguns casos, a versão fúngica pode causar efeitos parecidos ou até idênticos aos da meningite bacteriana. Nessa forma, a doença não é contagiosa, por isso o contato com pessoas infectadas não é proibido.

Uma forma ainda mais rara de casos da meningite é quando ela é resultado de causas não-infecciosas, como reações químicas, alergia a alguns medicamentos e alguns tipos de câncer.

Sintomas

Os primeiros sinais da meningite, quando manifestados, podem ser facilmente confundidos com sintomas típicos de uma gripe. Os sintomas normalmente aparecem algumas horas ou até dois dias após a infecção.

Confusão mental, convulsões, dificuldade de concentração, falta de apetite, febre alta repentina, forte dor de cabeça, fotossensibilidade, náusea, pescoço rígido, presença de manchas vermelhas na pele, rachaduras, sonolência e vômitos estão entre os sintomas mais comuns da doença.

Na maioria dos casos o paciente não fica com sequelas da doença. No entanto, se o diagnóstico demorar a ser confirmado problemas neurológicos ou abscessos cerebrais podem ser desenvolvidos. A infecção é tratada apenas com cirurgia. O diagnóstico da meningite é confirmado por meio de uma punção na coluna lombar, de onde é retirado líquido para constatação da infecção.

 

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