Cartas marcadas

Desde as primeiras horas da manhã, as TVs começam com os seus jornais de nível nacional, mostrando sempre as principais operações da Polícia Federal em ações da Lava Jato, ou em operações desenvolvidas pelos judiciários de todos os estados. Na segunda-feira, um deputado e um senador de Roraima tiveram os seus “consultórios” revistados com muitos documentos apreendidos. Um ex-colega deputado, do mesmo partido o PP, hoje Patriotas, foi preso.

O motivo da prisão de deputados, senadores, ministros e ex-ministros etc. e tal, todos sabem: roubo, extorsão, corrupção ativa e passiva, enfim crimes que já se tornaram comum no linguajar do brasileiro. Ontem foi a vez dos ladrões da previdência, com gente se fazendo de “dublê” (coisa de cinema), apresentando-se com braço engessado, pedindo, e recebendo, aposentadoria de R$ 2 mil.

Atenta ao problema, a PF seguiu o malandro e o prendeu quando tirava o gesso e as ataduras e daí até chegar a toda a gangue foi um pulo. O prejuízo estaria na casa de alguns bons milhões de reais. Como se vê, com as TVs, rádios, jornais e revistas, além das mídias sociais, as pessoas continuam sem medo de praticar crimes.

Algo está errado. Mas muito errado. E vem de cima, lá do judiciário maior, representado pelo STF, onde pelo menos três juízes fazem de tudo para dilapidar os alicerces da Justiça. Pelo menos três estão bem conhecidos do brasileiro: Dias Toffoli, Lewandowski e Gilmar Mendes. Um quarto juiz, Marco Aurélio Mello, é meio-termo, não está totalmente cooptado, mas tem ideias sempre contrárias aos desejos do povo, que é uma justiça feita com justiça e não com politicagem.

Pois bem, depois de aproximadamente 20 dias da prisão de Lula, viu-se que o fogo que seria espalhado pelo país pelos movimentos dos sem-terra, dos sem-teto ou outros, não passou de uma mera fumacinha de queima de pneus em algumas estradas, logo rechaçada pela polícia.

Mas se o povão não pode, os bem pagos e desdobráveis advogados de defesa estão apresentando todos os tipos de ações possíveis e impossíveis, agravos dos agravos, enfim, uma linguagem nova que está sendo passada até para os advogados mais jovens.

Explica-se: sempre se pensou que o Supremo fosse o órgão que julgaria casos relevantes que ferissem a Constituição, pois é ele o seu principal protetor. Mais, que um acórdão seria respeitado, a não ser que alguma aberração houvesse acontecido sem que pelo menos um dos 11 juízes não tivesse percebido.

Pouca gente sabia quem fazia parte deste seleto grupo do STF, pessoas que qualquer brasileiro tinha o maior respeito, pois acreditava que, naquele tribunal, somente homens honrados tratavam de decisões importantes.

O tempo passou, e com ele a crença da honestidade destes 11 juízes caiu por terra, pois, como acreditar um juiz que não teve capacidade para passar em provas de primeira instância, ir para o mais importante ser juiz, somente porque fora advogado do PT e de Lula?  Seu nome é Dias Toffoli, e não se tem conhecimento de qualquer decisão que tenha tomado que não fosse favorável a Lula da Silva.

Agora estão, pelo menos os três juízes citados, contando com a ajuda de Mello, para tirar Lula da cadeia. Isto é possível, pois Gilmar já disse que se, for julgar um habeas a favor de Lula, ele irá para a rua. Esta seria uma decisão contrária à sua opinião emitida em duas oportunidades e ao acórdão proferido pelo próprio Supremo. É aí que reside o perigo e, talvez até por isso, todos da cúpula petista estão calmos, esperando pela decisão de um jogo que parece ser de cartas marcadas.

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