Carne bovina com preços variados

Jorge Guimarães

Devido as exportações recordes de carne bovina, para a China, o consumidor brasileiro sentiu no bolso uma alta inesperada, apesar que sempre em período de festas, o produto tem certos reajustes nos preços. E o jeito para o consumidor é fazer a tradicional pesquisa de preços, ou até mesmo substituir o produto por suínos, frangos ou peixes. E o aumento não afeta somente o consumidor final, mas toda a cadeia alimentar do varejo, que inclui, principalmente, restaurantes e churrascarias. Lembrando que a lei da oferta e da procura regulamenta o mercado do mesmo jeito que a livre concorrência determina a variação de preços no varejo.

Preços

A reportagem entrou em contato com um dos mais tradicionais açougues da cidade, ganhador do prêmio Top of Mind 2019, para saber como estava o comércio varejista da carne bovina. Para o empresário Kilderson Neylon de Oliveira, houve um alvoroço em cima de tudo isso.

— Em meu estabelecimento, a carne de segunda aumentou entre R$ 2,00 e R$ 3,00 e a de primeira entre R$ 4,00 a R$ 5,00. Mas, pelos noticiários, a repercussão foi alta. Tive queda de 15% no varejo, mas a tendência é que ela recue, mas não voltando ao mesmo patamar praticado antes da explosão dos preços. Trabalhando com carnes especiais, hoje pratico um preço onde o quilo do músculo sai a R$ 16,00 e do patinho e chá de fora a R$ 18,99. Já a picanha sai a R$ 39,00 e o contrafilé a R$ 31,00 — detalhou o empresário.

Em outro estabelecimento da cidade, os clientes também tradicionais optaram pela substituição de itens, como conta a gerente-geral, Regina Célia Faria.

— Para aquele churrasco, onde nosso cliente tradicional levava o contrafilé ou a alcatra, que sai a R$ 32,00 e R$ 30,00, respectivamente, ele agora leva a fraudinha especial que é comercializada a R$ 25,00. Para a carne moída, quem levava o patinho agora leva o coió. Mas, mesmo assim, tivemos queda nas vendas em torno dos 10% — avalia a gerente.

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