Camisa da seleção brasileira levanta bandeiras de patriotismo e representatividade política

Anna Flávia
Brunna Luiza
Letícia Rodrigues
Paula Paiva
Yasmin Oliveira

Na Copa do Mundo deste ano, cidadãos apresentam motivos para não comprarem a camisa, mas ainda sim o patriotismo resiste. Apesar da Copa do Mundo de 2018 acontecer em meio a um governo conturbado e com crises politicas marcantes no Brasil, a camisa da seleção brasileira permanece como um símbolo de patriotismo no país. As manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma foram marcadas pelo uso da camisa como forma de protesto, entretanto, não afetaram nas vendas deste ano.

Em Divinópolis, mesmo com essa questão, o comércio parece lucrar com as vendas. Eloísa, de 33 anos, é uma das vendedoras da cidade e afirma que há um aumento de vendas das camisas principalmente nos dias que antecedem os jogos do Brasil. Ela ainda complementa: “estão comprando muito, creio que seja em virtude das manifestações que tiveram, mas mesmo assim o patriotismo prevalece, de qualquer maneira compram, mas estão deixando para última hora com essa desculpa”.

Diante da situação apresentada, a camisa da seleção brasileira este ano, traz em seu uso posicionamentos e representações relevantes. Richard, de 52 anos, está vendendo camisas do Brasil no centro da cidade e conta que está havendo grande rejeição com a camisa 10 do jogador Neymar Jr. Ele afirma que algumas pessoas compram sem nome, outras preferem do Philippe Coutinho ou Gabriel Jesus. Para Richard, antes de começarem os jogos, as pessoas já preferiam outros nomes além do Neymar: “Ele já tem rejeição a muito tempo, por não estar suprindo as expectativas”.

O vendedor remete ás crises que estão acontecendo no país dizendo que “esse ano não se vende camisas porque as pessoas estão sem dinheiro”. O pensamento de Richard a respeito da rejeição é reforçado por Alessandro, representante comercial de 47 anos, no qual afirma que a relação do brasileiro com a camisa da seleção não vem mudando, e sim a relação com os jogadores.

É possível perceber que a Copa do Mundo este ano trouxe para o uso das camisas do Brasil diferentes representações e posicionamentos, como já foi dito. A respeito da simbologia, algumas pessoas acreditam que não há relação que delimite a mesma nas camisas.

Segundo Tiago Lasmar, estudante de Educação Física da UEMG unidade Divinópolis, a simbologia é mais politica que futebolística, conta que o futebol representa em sua visão, apenas estrelas, que são as conquistas do Brasil por campeonatos e copas, ainda que o escudo da CBF represente algo politico. Declara que não percebe as pessoas tendo algum tipo de rejeição a camisas por conta dessa simbologia: “o povo gosta mais das estrelas mesmo, querem conquistar mais uma”. Com essa visão a Copa do Mundo de 2018 pode representar um dos poucos momentos em que o povo brasileiro se une e deseja: o hexa.

Apesar da Copa do Mundo de 2018 acontecer em meio a um governo conturbado e com crises politicas marcantes no Brasil, a camisa da seleção brasileira permanece como um símbolo de patriotismo no país. As manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma foram marcadas pelo uso da camisa como forma de protesto, entretanto, não afetaram nas vendas deste ano. Outra questão apontada é a falta de dinheiro para comprar as camisas.

Na Copa do Mundo deste ano, cidadãos apresentam motivos para não comprarem a camisa, mas ainda sim o patriotismo resiste.

Reportagem produzida como trabalho da disciplina "Cobertura Jornalística e Redação 2" do curso de jornalismo da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) em Divinópolis.

Edição geral: Thales Lelo

 

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