Caminhões que fazem a coleta de lixo serão vigiados por rastreadores

Implantação está prevista para daqui a 15 dias; moradores denunciam constantes problemas

Bruno Bueno

A coleta de lixo é um assunto que sempre gera reclamações e denúncias em Divinópolis. De responsabilidade da Prefeitura, que paga uma empresa terceirizada com o dinheiro que vem dos impostos, o serviço, muitas vezes, conforme relatados pela população, é de má qualidade. Porém, os moradores devem ganhar, nos próximos dias, uma forma de monitorar o serviço bem de perto, visto que serão implantados rastreadores nos caminhões.

A empresa responsável pela coleta na cidade é a Biostec Soluções Ambientais. Ela assumiu a função no começo de 2019, após a Prefeitura romper o contrato de licitação vigente com a Arbor, outra empresa do ramo, que apresentou dificuldades em executar os serviços.

Segundo apurou a reportagem, moradores têm reclamado de diversos problemas na coleta de lixo. Atrasos e divergências são vistos frequentemente e provocam conflitos entre vizinhos.

Atrasos

Ruan Ricardo, estudante de 21 anos, é morador do bairro Realengo e relata que os atrasos em sua rua são constantes.

— Não tem horário para passar. Tem dia que chega 8h, outro dia já vem por volta das 15h, até 23h já veio. O pior é quando a coleta não vem no dia marcado e fica aquele monte de lixo espalhado nas esquinas — comenta.

O jovem ainda conta que os moradores de seu bairro já se acostumaram com o atraso na coleta.

— Isso é frequente, acontece toda semana. Já teve vez de o lixo ficar três dias na rua sem ser coletado. Além do mau cheiro e da bagunça, muitos roedores e outros animais vasculham os entulhos e deixam o ambiente superdesagradável — desabafa.

Divergências

Outro morador, este do bairro São José, comenta que os atrasos e as divergências na coleta têm causado conflito entre vizinhos.

— Como ninguém sabe a hora que passa a coleta, fica aquele monte de entulho nas esquinas. Uma moradora já veio até reclamar que não pode deixar o lixo lá, nunca ouvi falar isso. Esses conflitos são culpa do atraso nas coletas — conta.

Novidade 

A reportagem conversou com o secretário de Serviços Urbanos, Gustavo Mendes, que concordou com as reclamações e  revelou as medidas a serem tomadas.

— Infelizmente a realidade é esta. Pegamos uma situação precária e tentaremos resolver. Estamos elaborando iniciativas para consertar o desconforto que a empresa vem trazendo — comentou.

Ao ser perguntado sobre o que tem sido feito pela Prefeitura, afirmou que uma iniciativa deve sair do papel o mais breve possível.

— A proposta é, nos próximos 15 dias, colocar dispositivos de rastreamento nos caminhões de lixo para que o cidadão acompanhe em tempo real, no aplicativo da Prefeitura, onde o veículo está. Isso vai evitar todo o drama do cidadão ter que ligar para a empresa saber que horas o entulho vai ser recolhido.

Responsável

O Agora tentou contato via telefone diversas vezes ontem, durante todo o dia, com a empresa responsável, porém, até o fechamento desta matéria, por volta das 18h, não obteve resposta.

 

 

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