Calma antes da tempestade?

Preto no Branco - Calma antes da tempestade? 

Agosto encerrou com 34 mortes por covid-19, o menor número neste ano desde março. O pior mês continua sendo abril, com 123 registros. Entre junho e julho, o indicador começou a cair. Setembro, no entanto, começou com três mortes registradas em seu primeiro dia. Autoridades em saúde estaduais alertam, em especial para as próximas semanas. Há o temor de piora do cenário com o aumento da disseminação da variante delta. Dos mais de 20 milhões de mineiros, apenas 5,7 mi completaram a imunização contra a doença. Somente 13 milhões tomaram a primeira dose. Ou seja, mesmo com estudos apontando para vacinas eficazes contra a mutação, há ainda uma parcela considerável da população de Minas Gerais desprotegida. Neste momento, a cor da onda pouco importa, o importante é manter os velhos e eficazes cuidados.

Salva novamente

A macrorregião Oeste permanece na onda verde. A atualização foi divulgada ontem pelo governo de Minas Gerais. Como Divinópolis pode optar entre a onda da macro ou da micro, a cidade deve se manter no último estágio de flexibilização por mais sete dias. Vale lembrar que, na última semana, a microrregião regrediu para a amarela e foi salva pela macro. Novamente, a macro mantém seus indicadores estáveis. Ou seja, a situação não é tão boa quanto aparenta. O verde da macro mascara parte do cenário local, destacada pelo próprio secretário de Saúde, Alan Rodrigo. Segundo ele, a capacidade de atendimento está boa, mas a transmissibilidade ainda preocupa. Fica o alerta.

Esclarecimentos

A Comissão Especial montada pela Câmara para receber esclarecimentos sobre o desabamento no Cemitério está prestes a ser encerrada. Conforme informou o Legislativo, após duas oitivas realizadas, a comissão parte para o próximo passo: a elaboração do relatório final, que deverá ser apresentado nos próximos dias. O desabamento ocorreu em 30 de janeiro de 2020. Um ano após a tragédia, os trabalhos no local seguem. Na primeira oitiva, os membros Roger Viegas (Republicanos), Ademir Silva (MDB) e Hilton de Aguiar (MDB) ouviram o advogado da Associação de Resgate, Diego Ribeiro, que defende os interesses das famílias atingidas. Na oportunidade, ele apontou que havia sido definido com a empresa responsável pelos trabalhos a contratação de um arqueólogo para reconhecimento dos ossos, no entanto, o acordo não foi cumprido. “O que as famílias esperam é um sepultamento digno dos restos mortais dos seus entes”, afirmou à comissão. De acordo com o advogado, cerca de 150 pessoas devem ser identificadas em meio aos escombros do desabamento do Cemitério da Paz.

Do outro lado

Desta vez, em encontro na quarta-feira, 1°, os três parlamentares ouviram os representantes da empresa. Segundo a construtora, o trabalho tem sido conduzido de forma minuciosa por "um time de especialistas", formado por engenheiros e peritos criminais. Sobre a crítica do advogado, a empresa alega que, após estudos, ficou claro que um arqueólogo não seria necessário para a identificação, mas, sim, um perito. Agora, o foco está na reconstrução do cemitério. Os especialistas ainda seguem na produção de um documento sobre todo o trabalho de identificação realizado. Ao fim, Roger declarou que o objetivo é apurar os fatos e garantir um sepultamento digno às famílias: “Essa comissão foi instaurada justamente após sermos procurados pelos familiares, que se sentiram lesados pelo desabamento do Cemitério da Paz”. A ver qual será o veredito do relatório.

 

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