Caiu no colo

Preto no Branco 

O governador Romeu Zema (Novo) recebeu da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) uma bomba prestes a explodir. Como costuma fazer boa parte dos integrantes do Legislativo, “tiram o seu da reta” e jogam para o Executivo. Ou seja, “fizemos a nossa parte, o governo agora que se vire nos 30”. E foi bem isso que os nobres deputados fizeram. Além de aprovar sem titubear o aumento de 41% para a Segurança Pública, criaram uma emenda estendendo 31% para os educadores e 28,82% demais servidores. Tudo pronto, o projeto foi para o Romeu Zema, que terá a difícil missão de confirmar ou vetar correção feita pelos parlamentares. Qualquer semelhança com Câmara de Divinópolis é mera coincidência!

Aliados contra

E Romeu Zema está encontrando resistência não somente de opositores no Legislativo. Seu próprio partido, o Novo, se manifestou contra a decisão dele de conceder aumento salarial aos servidores da área de Segurança. O partido diz entender o direito da categoria, mas a situação fiscal atual de Minas Gerais não permite. Estão errados? Não.  Não é segredo para ninguém que Zema herdou uma condição de calamidade financeira nunca vista no Estado e que não permite qualquer gasto adicional. Porém, neste momento, o governador não tem muito, o que fazer. Além de o projeto da segurança ser de sua autoria, há seu compromisso com os servidores que com reajuste defasado há pelo menos cinco anos. Neste momento, o governandor deve estar se perguntando: o que estou fazendo aqui?  

No mesmo balaio

A recomposição salarial dos servidores da segurança pública foi aprovada nesta quarta-feira, 19, por 66 votos a dois pelos deputados. Votaram contra parlamentares do próprio partido Novo: Guilherme da Cunha e Bartô. Neste projeto, dificilmente, Zema voltará atrás. No entanto, para as demais categorias do funcionalismo público, o reajuste deve ser vetado. E, devido à situação do Estado, isso é praticamente certo, mas que ele vai arrumar problema sério, isso vai, principalmente com a Educação, que já está em greve.  Os deputados do Novo sugerem que ele vete até o reajuste para Segurança, pelo menos por enquanto. Mas aí todo mundo tem que entrar no mesmo balaio. Servidores da Assembleia, Defensoria Pública e Ministério Público. Isso seria o coerente. Porém, dá para se agir com coerência quando se prega independência dos poderes, o que na prática não existe?

Não vai pagar

E a situação financeira de Minas Gerais atualmente é a pior do país. Dívidas da gestão anterior, incluindo os repasses milionários aos municípios, débito negociado ano passado e parcelado em diversas vezes. As primeiras parcelas foram pagas em janeiro e neste mês. Porém, há fortes indícios de que o governador não dará conta de honrar o compromisso nos próximos meses. Cidades como Divinópolis já enfrentam problemas sérios por falta de dinheiro e devem ter dias ainda mais negros em pleno ano eleitoral. Momento certo para tirar os fundos eleitorais exorbitantes destinados às campanhas e investir em quem paga tudo isso: a população. Quero ver ter alguém com “peito” para comprar esta briga.

De quem é a culpa?

Essa “guerrinha” sobre a usina de asfalto, que já foi longe demais, não tem só um culpado, não. Tanto o Legislativo quanto o Executivo nesta disputa idiota que não leva ninguém a nada. Não vem a usina, está explicado. Vai usar o R$ 1,5 milhão em compra maquinário para consertar nossas ruas esburacadas. Ótimo. Então, qual é problema?  Um fala que os documentos não foram modificados e encaminhados. Outro diz que não teria como, por isso e por aquilo. Afinal, tem jeito ou não? Perdeu ou não? Alguém tem que explicar direito esta situação porque quem sofre com todo este “cabaré” é quem não pode. O povo que acaba pagando duas, três ou mais vezes.

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