Cachorro grande

Que as eleições 2020 já estão a todo vapor em Divinópolis isso é fato. Algumas atuações na Câmara e a quantidade de possíveis pré-candidatos comprovam isso. Porém, a coisa pode ser ainda mais acirrada. A filiação de Cléo Júnior, criador do “Bloco do Cléo”, e de outros nomes conhecidos na cidade ao MDB pode colocar fogo na disputa. Entre eles, os vereadores Marcos Vinícius (Pros) e Renato Ferreira (PSDB). Sem as coligações, pode ter certeza, será briga de cachorro grande.

Nova regra

O fim das coligações foi aprovado pelos deputados em setembro de 2017 para as suas próprias eleições e de vereadores, e a nova regra já será aplicada na disputa do ano que vem. Pela norma, no lugar das coligações, os partidos poderão se juntar em federações a partir de 2020. A diferença para o sistema atual é que as federações não podem se desfazer durante o mandato, isto é, as legendas terão de atuar juntas como um bloco parlamentar durante toda a legislatura. Como os políticos andam se estranhando atualmente, isso não vai prestar.

Alianças elegem

Pelas normais atuais, diferentes partidos podem fazer alianças para eleger seus candidatos ao Legislativo. Desta forma, se dois partidos antagônicos se coligam, é possível que o voto em um candidato ajude a eleição de outro. Essa medida beneficia partidos pequenos, que costumam se aliar a legendas mais fortes para garantir vagas no Legislativo. Agora, a coisa muda de figura. Ou seja, quem quiser ocupar uma cadeira na Câmara a partir de 2021 vai ter que fazer muito mais do que pactos políticos.

De molho

E é bom os postulantes a uma vaga colocarem as barbas de molho. Acredita-se em quatro partidos fortes na disputa pelas cadeiras da Câmara, no processo eleitoral do ano que vem. Se as informações de bastidores se confirmarem, aí é que os “nanicos” não terão chance mesmo. O que vai ter de gente trocando de partido no início de 2019 não está no gibi.

Mais competitivos

Além de trocar de legendas na chamada “Janela Partidária”, o fim da coalizão política certamente vai obrigar os diretórios a fazer uma seleção dos seus candidatos, ou seja, mais do que nunca optarão pelos mais competitivos com chances reais de ganhar. Por isso, tende a dar uma nova dinâmica nas eleições 2020 e, principalmente, no interior dos partidos. Mudanças importantes que até então estavam esquecidas por muitos, mas que prometem agitar o processo e proporcionar um novo cenário local.

Não dá ibope

Silvio não é mais França. Agora é Silvio Corrêa. Até mesmo porque ele nunca teve França no nome. Foi uma invenção do locutor João Bosco, quando Silvio ainda “menino” foi trabalhar na rádio Minas. Disse que Corrêa não dava ibope. Depois de anos informando a população divinopolitana e da região, emitindo opiniões duras, mas verdadeiras, Silvio integra desde o início do ano a equipe da assessoria de comunicação do deputado Cleitinho Azevedo (CDN), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Com certeza, de forma brilhante.

História perde

Divinópolis perde, sem sombra de dúvida, um nome de peso na história da cidade. Mário Machado, chamado carinhosamente de Marinho, era alfaiate de “mão cheia” e costurou para diversas personalidades nos anos áureos do Município. Tornou-se conhecido também por ser carnavalesco e, ao lado de Jorge Miranda e Toninho Unissex, fez grandes festas do momo pelas principais avenidas da cidade. Marinho sofria de mal de Parkinson e há cerca de dois anos, outros problemas de saúde apareceram, agravando seu estado. Ele morreu nesta terça-feira, 29, em um hospital de Vitória, no Espírito Santo, para onde foi levado por um sobrinho. O corpo chegou ontem à tarde em Divinópolis, onde foi enterrado.

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