Buscar o sagrado

Elismar Alves

 

Investigando de onde veio o xadrez e qual a sua origem, muitos investigadores dizem que seria da Índia. Inicialmente o jogo chamava-se Chaturanga que vem do Sâncristo chatu que quer dizer quatro, enquanto que ranga quer dizer partes, ou seja, um exército composto por quatro membros.   Visto que o exército indiano era composto por elefantes, cavalaria, carruagens (navios) e infantaria.

Conta-se que o sarcedotes Bhamanes criaram o jogo para que os Guerreiros Kshatryas em tempos de paz mantivessem sua Consciência de guerra interior.

Também chamado de jogo das quatro estações, suas peças avançariam no sentido rotativo e teriam relação com os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo. Seria uma marcha análoga a marcha do Sol e simbolizaria os ciclos da natureza. Também aparece a dualidade através de suas peças brancas e negras.

O Xadrez é o próprio homem e a sua luta interior para conquistar o centro de si mesmo. Já dizia Buda que: “É melhor conquistar a si mesmo do que vencer mil batalhas.”

Uma sociedade precisa de Heróis, caso contrário, perderá seus horizontes e possibilidade.

O nosso guerreiro interior representado por nossa consciência deve descobrir o Ideal que tem dentro de si mesmo e caminhar em direção a ele. No xadrez o peão ignorante passará por exatas sete casas e se transformará em Dama Sacerdotisa.

Buscaremos a união dos três mundos: o corpo, a alma e o espírito. Princípio de unidade, encontrado no xadrez, através da combinação de peças.

Podemos também relacionar o xadrez com a mitologia ocidental e encontrar a figura do Rei Arthur que tem como conselheiro Merlin, o mago, o profeta que será seu conselheiro. Excalibur será a espada da vontade que será utilizada para dominar nossa personalidade.

Nossa Alma sendo de natureza divina trai o espírito quando se encanta pelo corpo, amar o corpo sem considerar seus princípios espirituais é o mesmo que destruí-lo.

O objetivo final do xadrez é o xeque mate, ou seja, será quando o homem vence seus verdadeiros inimigos, que são o exército de vícios que querem dominar sobre ele. Será quando o homem conquista a vitória sobre si mesmo, e adquiri o verdadeiro conhecimento sobre si mesmo. Precisa purificar-se e tirar a espada da pedra como a força divina que sai da matéria.  Esta espada somente poderá ser usada com nobreza, se usada com desejo, quebrará.

Este será sempre o objetivo final do homem: a buscar do sagrado, selar este pacto dos homens com os Deuses.

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