Brasileira Marta é nomeada 'embaixadora da boa vontade'

José Carlos de Oliveira

A jogadora de futebol Marta ganha mais uma vez o reconhecimento mundial. Ontem ela foi nomeada pela ONU Mulheres como embaixadora da boa vontade para mulheres e meninas no esporte em todo o mundo.

Na função, a jogadora eleita cinco vezes como a melhor do mundo dará sua contribuição no trabalho pela igualdade de gênero e empoderamento das mulheres ao redor do mundo. Além da jogadora da seleção brasileira, o papel global só é desempenhado pelas atrizes Nicole Kidman, Emma Watson e Anne Hathaway.

Currículo invejável

Marta atualmente joga pelo Orlando Pride, na Liga Nacional Feminina de Futebol dos Estados Unidos. Ela é a maior goleadora de todos os tempos do torneio da Copa do Mundo Feminina de futebol da Fifa e foi nomeada jogadora do ano em cinco temporadas consecutivas.

Marta participou da seleção brasileira que foi medalha de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008 e foi nomeada uma das seis embaixadoras da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

— Marta Vieira da Silva é um modelo excepcional para mulheres e meninas em todo o mundo. Sua própria experiência de vida conta uma história poderosa do que pode ser alcançado com determinação, talento e coragem. O esporte é uma linguagem universal. Nos inspira e nos une, pois amplia nossos limites. Estamos ansiosas para trabalhar de perto com Marta para trazer o poder transformador do esporte para mais mulheres e meninas e para construir rapidamente a igualdade. Tenho o prazer de recebê-la na família da ONU Mulheres — disse Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva.

Luta pela igualdade

E a tarefa de Marta será das mais duras. A luta pela igualdade entre homens e mulheres, principalmente no futebol, mostra resultados, mas ainda está muito longe do ideal. Um exemplo da evolução foi nas Olimpíadas do Rio de 2016. Aproximadamente 4.700 mulheres, 45% de todos os atletas, representaram seus países em 306 eventos.

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada por lideranças mundiais em 2015, definiu o roteiro para alcançar a igualdade de gênero até 2030 e reconhece o papel importante do esporte.

Um ponto de desigualdade evidente ficou por conta das últimas duas edições de Copa masculina e feminina de futebol. O pagamento total da última edição feminina foi de US$ 15 milhões, enquanto foram destinados nada menos que US$ 576 milhões para a última edição masculina.

 

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