Brasil: o país sem lei

J.A.Puppio

Brasil: o país sem lei

Os sistemas constituídos, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, atuam dentro da lei e da ordem e mesmo assim, as coisas não se alteram, ou a Câmara dos Deputados dificulta o processo para a ordem não ser cumprida, ou o Supremo garante que a ordem não será cumprida. Mas as reformas que são obrigação do Congresso Nacional continuam paradas há mais de dois anos.

Quando o presidente da República vai determinar uma ação coletiva, o Supremo Tribunal determina que os governadores e prefeitos é que devem tomar a iniciativa, desconsiderando o presidente.

Embora a nossa lei maior, a Constituição brasileira, diga que os deputados têm como função do parlamentar apresentar projetos de lei, de decreto legislativo, de resolução, e proposta de emenda à Constituição Estadual e avaliar aqueles encaminhados por outros deputados, pelo governador, Poder Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e pelos cidadãos, na prática, o Supremo ignora a constituição e determina o contrário. Assim, todos continuam mandando e ninguém obedece.

O único sujeito, o cidadão brasileiro, aquele que paga todos os impostos é o que não pode falar, mas que é obrigado a votar.  E votar em uma urna de mentirinha, eletrônica, que não é usada e nem aceita em nenhum país do mundo, mas o sujeito que votou de mentirinha tem que pagar todo e qualquer imposto que os que mandam, mas não obedecem, colocam.

Na verdade, lamentamos que o nosso país se tornou lá fora o país da mentirinha, pois as notícias que são divulgadas empobrecem nossa moral de país. Vejamos alguns exemplos da nossa história recente:

o senador que foi flagrado com dinheiro na cueca é solto e volta ter emprego de senador;

o deputado que foi filmado passando a mão no traseiro da sua colega é absolvido;

a deputada que mandou matar seu marido recebe como punição 30 dias de afastamento. E a nossa maior preocupação é ver o Brasil derrotado e os bandidos de sempre vitoriosos.

 

*J.A.Puppio é empresário e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”.

 

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