Braga

Divinópolis Clube

Otávio Paiva, o Cuca, gostou da entrada no mercado literário depois de sua estreia com o lançamento, este mês, do romance biográfico “1972 - Feliz por um Bis!”, à venda na Boutique do Livro. Sua nova empreitada é contar um pouco da história do Divinópolis Clube, a obra trará depoimentos de importantes nomes ligados ao clube, como Palmério Ameno. Depois eu conto!

Comunicação

Evandro Araújo será substituído por Samara Souza na  diretoria  de Comunicação da Prefeitura de Divinópolis na gestão do prefeito eleito Gleidson Azevedo. O nome da futura diretora da pasta foi divulgado na última sexta-feira e a escolha foi através de processo seletivo. Samara foi a selecionada dentre os 117 candidatos inscritos.

Obras

O Aeroporto Brigadeiro Cabral segue em obras, com ações de manutenção que vão garantir o desenvolvimento e a retomada das operações de voos regulares no terminal mineiro. Nesta semana estão sendo feitas intervenções que incluem os serviços de implantação do Sistema de Gerenciamento de Pavimentos Aeroportuários (SGPA), do Sistema de Gerenciamento de Sinalização Horizontal (SGSH) e a revitalização do Sistema de Balizamento. O SGPA tem como intuito o levantamento visual das condições dos pavimentos da pista, taxiway e pátio através de topômetro, paquímetro e régua. Já no SGSH, a equipe faz a inspeção visual e efetua medições com um retrorrefletômetro na pista, taxiway e pátio de aeronaves. A Azul Linhas Aéreas não se posicionou sobre a possível reativação do voo que a companhia operava ligando Divinópolis a Campinas (Viracopos).

Presentes

Doações arrecadadas pelo 10° Batalhão de Bombeiros Militar (BBM), em Divinópolis, foram entregues nas Instituições Servos da Cruz, Organização não Governamental (ONG) Céu Azul e no Centro Espírita Jesus de Nazaré. Foram arrecadados alimentos, leite, roupas, calçados, material de higiene e limpeza, fraldas descartáveis e brinquedos por meio da campanha em comemoração ao dia das crianças.

Acreditar no Natal (Lya Luft)

“Quando o pôr-do-sol tingia o céu, diziam-me que os anjinhos começavam a assar aqueles biscoitos de Natal que se faziam em todas as casas da pequena cidade.

Trovoadas de começo de verão eram São Pedro arrastando os móveis para a fábrica de brinquedos ter mais espaço.

Na antevéspera de Natal, um recanto da sala era ocultado por lençóis estendidos, e ali atrás ocorria o milagre: na noite de 24, com o coração saltando de ansiedade, a gente escutava sininhos como que de prata: era hora. Levada pela mão da mãe ou do pai, eu entrava na sala, de onde os lençóis tinham sido removidos, e lá estava ela: a árvore de Natal, toda luz de velas, toda cor de esferas, e embaixo os presentes.

Muitíssimo menos dos que se dão hoje às crianças, mas havia presentes.

Cantávamos canções natalinas, todo mundo se abraçava, depois abríamos os pacotes e comíamos a ceia. No dia seguinte, chegavam tios, primos, alguns amigos. Era só isso, sem alarde, mas com emoção. Guardei a sensação de que Natal é fraternidade, é reconciliação, é alegria de estar junto, é a chegada de pessoas queridas, é o tempo da família. Para quem não a tem, é o tempo dos amores especiais.

Não éramos particularmente religiosos, mas uma de minhas avós, na manhã seguinte, me levava à igrejinha, onde eu gostava de cantar. Algo de muito bom se comemorava nesse tempo, o nascimento de Cristo e a esperança dos povos. Nem tudo seria guerra e perseguição, pobreza, crueldade, injustiça.

As pessoas se queixam muito de que o Natal hoje é só comércio. Depende de quem o comemora. Se me endivido por todo o próximo ano comprando presentes além de minhas possibilidades, pois no fundo acho que assim compro amor, estou transformando o meu Natal num comércio, e dos ruins. Se entro nesses dias frustrado porque não pude comprar (ou trocar) carro, televisão, geladeira, estou fazendo um péssimo negócio para minha alma. E, se não consigo nem pensar em receber aquela sogra sempre crítica, aquele cunhado cínico, aquele sobrinho malcriado, abraçar o detestado chefe ou sorrir para o colega que invejo, estou transformando meu Natal num momento amargo. Então, depende de nós.

Claro que há as tragédias, as fatalidades, doença, morte, desemprego, alguma maldade – essas não faltam por aí.

Na medida em que não se podem dar muitos e caríssimos presentes, talvez até se apreciem mais coisas delicadas como a ceia, o brinde, o carinho, os votos, a reunião da família, o contato emotivo com os amigos, mensagens pelo correio ou e-mail, música menos barulhenta e aroma de velas acesas.

Mais que tudo isso, o perfume de uma esperança ainda que realista. A crise nas finanças pode incrementar a valorização dos afetos. Se não pudermos viajar, curtiremos mais nossa casa. Se não há como trocar velhos objetos, vamos cuidar mais dos que temos. Se não podemos comprar o primeiro carro, vamos olhar melhor nossos companheiros no metrô.

Vamos curtir mais nossos ganhos em afeto.

Não é preciso ser original para escrever sobre o Natal. A gente só quer que ele seja tranquilo e que nos faça acreditar: em Papai Noel, em anjos, em famílias amorosas ou amigos fiéis, em governantes mais justos e líderes mais capazes, em um povo mais respeitado – em alguma coisa a gente acaba sempre acreditando.

Porque, afinal de contas, é a ocasião de ser menos amargo, menos crítico, menos lamurioso e mais aberto ao sinal deste momento singular, que tanto falta no mundo: a possível alegria, e o necessário amor.”

Feliz Natal!

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