Bombeiros e Samu centralizam atendimentos para serviço

Em quase dois meses de funcionamento, 34 mil chamadas já foram atendidas na Sala de Regulação

Marília Mesquita

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros se reuniram na tarde de ontem, 3, em mais um encontro para centralizar os serviços e estabelecer um protocolo para atendimento no Centro de Regulação.

Nestes quase dois meses de funcionamento do Samu (a completar na próxima segunda-feira, 7) as duas instituições estavam tendo problemas de comunicação e, como noticiou o Jornal Agora em reportagem anterior, ocorreram situações em que ambulâncias das duas unidades compareciam a uma mesma ocorrência.

De acordo com o cabo Guilherme Silva, o problema já está sendo sanado com a presença de um militar Bombeiro na Central do Serviço de Emergência.

— Até que o número 193 seja transferido para Sala de Regulação, um Bombeiro está instalado no Samu e mantém contato direto com um militar aqui no Corpo de Bombeiros — explica.

Segundo o diretor-técnico do Samu, Marco Aurélio Lobão, o ramal interno é a alternativa até que a operadora de telefonia transfira as ligações do Corpo de Bombeiros diretamente para o Samu.

— A previsão que podemos dar é de que em poucos dias os dois serviços estarão completamente integrados, basta a prestadora do serviço telefônico concluir a transferência para a nossa Central — disse.    

Sala

A Sala de Regulação é o local onde as ligações das 54 cidades de cobertura do Consórcio Intermunicipal de Saúde da região Ampliada Oeste (Cis-Urg) são direcionadas. Por turno, 11 funcionários entre técnicos auxiliares, médicos, controladores de frota e, agora, um bombeiro recebem as chamadas e são os responsáveis por prestar orientações e, quando necessário, enviar a unidade móvel.

Tempo

Uma das determinações para um serviço rápido de urgência é o prazo máximo de 40 minutos para que a ambulância chegue até o paciente, independente do município em que a solicitação foi realizada. Pelas informações do diretor, a meta tem sido batida.

— Categoricamente podemos atestar que conseguimos manter o tempo adequado — conta.

Desde 7 de junho, o 192 foi acionado 34.390 vezes, uma média de 570 ligações por dia. As 31 ambulâncias distribuídas nas 25 bases descentralizadas se deslocaram 5.280 e realizou 4.721 atendimentos de urgência. Por 559 vezes os deslocamentos se fizeram desnecessários por fatores como trotes, desistências de acionamento ou por antecipação dos Bombeiros no atendimento, por exemplo. Ou seja, 1 a cada 10 solicitações de ambulância foram sem necessidade.        

 

 

 

 

 

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