Boas-vindas, senhor ministro da Educação!

Rotativa - Maria Cândida

Esperava-se mais repercussão sobre a escolha de Milton Ribeiro para ministro da Educação do Brasil, o que parecia mais uma escolha desastrada do presidente Jair Messias Bolsonaro. Afinal, três nomes indicados antes foram refutados, vez que balançaram e caíram em tempo de poder tão direto e desconfortável.

O Jair é um presidente de sorte. Escolhera e indicou o 4º candidato a ministro da Educação no Brasil. Desta vez, gostei de ter escolhido um nome bem brasileiro: Milton Ribeiro, 62 anos. Teólogo, advogado, e derivações, pastor presbiteriano, sempre dedicado e atuante com certo sucesso.

 Ministro Milton declara que sua atuação terá por base os ensinos profissionalizante e Básico. Escolhas que, se se concretizarem, merecem aplausos, mas as dúvidas permanecem, vez que o presidente do PT no interior do Rio, Liédio Luiz, candidato a vereador pelo PT, repercute a ideologia do Partido Trabalhista: “Em sendo eleito, prometo aplicar e defender sempre a filosofia de nosso partido, o PT:Fazer muito e roubar pouco”. Juro. Eu também juro . Este jovem é tão cândido que merecia continuar em partido tão cândido também . Afinal, Luladrão deu o exemplo com algum sucesso. Quem sabe que o original não seria “Fazer muito pouco e roubar muito”...?

A meu ver, o que poderia e poderá perturbar o acolhimento a Milton Ribeiro na cátedra do Ministério da Educação seria o fato de ele ser da doutrina evangélica, ou talvez protestante.

Embora cristãos católicos sejam, de modo geral, mais largados que evangélicos, na iminência de verem sua doutrina desqualificada e com risco de ser pulverizada e/ou deturpada, beirando o fanatismo, podem armar novas Cruzadas para irem à salvação da Verdade, correndo o risco de promoverem o belo espetáculo de mais uma crucificação.

Alguma coisa já começou: na Folha de S. Paulo de 12 de julho último, página A3 está que “O novo ministro da Educação é pastor ‒ mais um, assim como o próximo indicado ao STF também deverá ser terrivelmente evangélico. O governo virou uma igreja evangélica”.

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