Blá, blá, blá

Preto no Branco 

Não sei o que é pior: a conversa mole e repetitiva de políticos que estão no poder ou dos possíveis candidatos nas redes sociais. Promessas, reclamações, acusações e denúncias. Mas, adivinha: não vira nada. Não sei se falta “desconfiômetro” ou assessoria mais preparada para alertar. Acho que os dois, mas o principal é: em ano de eleições, vão para o tudo ou nada. Vai que dá certo. E não é que não maioria das vezes dá? Mas, ao contrário da população que nem sabe em quem votou, eles conhecem bem os seus eleitores.

Prato cheio

E o Brasil é um país próprio para quem tem este tipo de conduta. Rico em todos os sentidos, mas pobre de representantes e de mentalidade de seus habitantes. Por isso não existe sequer uma época do ano em que não haja um assunto que não possa ser explorado por esses interesseiros. Agora, por exemplo, ano farto de chuvas como não se via há anos, a bola da vez são os buracos, nas cidades ou nas estradas. Não tem hora que se abre uma rede social que não se vê um reclamando disso. Já está repugnante. Haja saco!

Vão com tudo

E em ano eleitoral, essa necessidade de aparecer a qualquer custo é uma forma de confirmação de quem pretende disputar o pleito. E como tem gente que “não larga o osso” nem que a “vaca tussa”. Em Belo Horizonte, levantamento mostra que 90% dos vereadores devem ser candidatos à reeleição. Dos 41, três ainda estão em dúvida e apenas um afirma que não será. Em Divinópolis, alguns ainda negam, outros dizem não saber, mas, no fundo, no fundo, todo mundo sabe que só não se candidatarão aqueles que decidirem disputar a Prefeitura. Agora, entre candidatar e ser reeleito, principalmente levando em conta a atuação desta legislatura, são coisas muitos distantes.

Tem moral

Não tem como negar. O deputado Domingos Sávio (PSDB), além de trânsito livre em Brasília, impõe respeito, independentemente de onde vai solicitar ou brigar por algo que beneficie Divinópolis. E foram várias demandas, muitas consideradas perdidas, que ele conseguiu reverter o quadro. A última, sobre o fechamento da Superintendência da Caixa na cidade, parece ir pelo mesmo caminho.  Ao ficar sabendo da extinção do órgão, por meio deste PB, o que afetaria diversas cidades da região, Sávio imediatamente foi à sede da estatal na capital federal, onde expôs os caos que seria no Centro-Oeste, caso o fechamento se confirmasse. Pediu a revisão da decisão e parece que foi atendido, visto que a Caixa pediu o cancelamento de todos os avisos prévios dos funcionários da Superintendência em andamento. Não é à toa que, quando se tem uma situação complexa, o que vem primeiro é: chame o Domingos.

Data definida

O fechamento definitivo da Superintendência já tinha data acertada, 28 de fevereiro, sexta-feira passada. Decisão da cúpula da Caixa nacional, que já havia causado a transferência do superintendente José Antônio para o Mato Grosso, na demissão dos funcionários e dor de cabeça nos administradores de 50 cidades da região que dependiam da unidade em Divinópolis para solucionar demandas referentes aos seus municípios. Como hoje já são 3 de março e o trabalho no órgão segue como antes, é sinal de que o deputado foi feliz em mais uma investida. Sem dúvida, ganha Divinópolis e a região.

Não é bem assim

E segue a novela da usina de asfalto e, pelo visto, está longe de um capítulo final. O mais novo agora neste enredo emblemático é que o prefeito de Carmo do Cajuru, Edson Vilela (PSB), abraçaria o projeto.  Na verdade, áudio usado para passar estas informações procede, mas a interpretação não é bem a descrita por algumas pessoas. Por enquanto, não houve comunicado do prefeito, ele foi apenas provocado pelo deputado Cleitinho Azevedo (CDN).  Por meio de sua assessoria, Vilela disse à coluna que Carmo do Cajuru realmente está disposta a receber a usina, pois tem lugar e estrutura para comportá-la, entretanto, teria que ser na forma de consórcio intermunicipal. Isso porque a cidade é pequena, sendo possível e viabilizar somente com a parceria entre os municípios. Está explicado.

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