Batido o martelo

A coletiva foi no gabinete do prefeito, mas foi o vice-prefeito Rinaldo Valério (DC), o procurador-geral do Município, Wendel Santos Oliveira e a secretária de Fazenda, Suzana Xavier, foram os responsáveis por explanar sobre a situação caótica financeira pela qual o passa o Município. Assim, os três confirmaram o decreto de calamidade financeira publicado na edição de hoje do Diário dos Municípios Mineiros. Apenas mais uma cidade na imensa lista e, na verdade, até um pouco tarde.

Cortes e dívida

Resumindo, trata-se de um pacote de medidas para tentar minimizar a grave situação enfrentada pela Prefeitura pela falta de repasses do governo do estado. Além do decreto de calamidade financeira, tem o corte de pessoal e de equipamentos. No começo do ano, o Estado devia R$ 75 milhões, saltou para R$ 85 milhões em maio e, atualmente, chega a quase R$ 100 milhões. Montante que, provavelmente, o governador eleito Romeu Zema (Novo) é que irá responder por ele. Até lá, só Jesus na causa.

Aos poucos

Ao todo, 157 pessoas vão perder o emprego na Prefeitura nos próximos dias.  São 92 contratados, incluindo estagiários e 65 comissionados que, até o dia 3 de dezembro, precisam abandonar suas funções. Este é o prazo que a Prefeitura tem. Medida necessária e importante, sem dúvida, o problema é que não reduz nem a metade. Dos 215 comissionados atuais, sairão apenas 65, tendo em vista que, com os contratados, o gasto não é tão significativo. De qualquer forma, já é um passo importante. Agora é aguardar o impacto disso na Administração.

Do jeito que deu

Não foi de um jeito, mas foi de outro. O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que não pôde doar as sobras de campanha para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, devido a impedimentos da legislação eleitoral, deu seus pulos e vai mandar dinheiro, sim senhor! Ainda no mandato de deputado federal, destinou R$ 2 milhões em uma emenda individual parlamentar. Para ele, é questão de honra ajudar o hospital que prestou o primeiro atendimento após levar uma facada, quando ainda era candidato, durante um ato de campanha na cidade. Só assim mesmo para a saúde pública ser lembrada e vida de pessoas anônimas também serem salvas.

"Nasceu de novo"

Como parlamentar, Bolsonaro tem direito a direcionar R$ 15,4 milhões em emendas ao Orçamento da União de 2019, sendo que metade do valor tem de ser destinada para ações e serviços públicos de saúde, como determina a Constituição. Logo após ter se recuperado do ataque, Bolsonaro chegou a dizer que "nasceu de novo" no hospital. A doação não chega a ser novidade nas destinações do presidente eleito. Durante seus mandatos, ele sempre priorizou o repasse para instituições de saúde, de educação dos militares e de áreas ligadas às Forças Armadas. Não é à toa que é admirado por pessoas ligadas a estas áreas e, por meio deles, ganhou a simpatia do restante.

Mobilizações, já?

Sindicalistas aprovaram documento e mobilização contra reforma da Previdência Social que sobrou para ser executada no governo de Bolsonaro. As principais centrais sindicais do Brasil – CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, CSB, CSP-Conlutas, NCST, UGT e CGTB – lançaram um documento com princípios gerais que garantem a universalidade e o futuro da Previdência e da Seguridade Social. Também foram anunciadas mobilizações contra o fim da aposentadoria nos dias 22 e 26 deste mês, quinta-feira e segunda próximas. O novo mandato nem começou, imagine no próximo ano!

Exigências, será?

O documento divulgado pelos sindicalistas destaca direitos a serem assegurados, políticas públicas aprimoradas, formas de financiamento alternativas que podem melhorar a gestão, como a revisão de todas as desonerações e isenções e a recriação do Ministério da Previdência Social, além de medidas de avaliação e monitoramento permanente do sistema previdenciário brasileiro. E as mobilizações serão permanentes, isto é, se forem permitidas. Em aproximadamente três meses, saberemos.

 

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