Batido o martelo

Preto no Branco 

Com uns bons dias de atraso, o nome de Jaime Martins (DEM) deve ser consolidado ainda nesta semana como pré-candidato à Prefeitura de Divinópolis. Como já era esperado, ele fará dobradinha com Fabiano Tolentino (CDN). O convite para a solenidade de lançamento da candidatura deve ser enviado ainda hoje. Dois ex-deputados, nomes conhecidos e fortes que chegam para incendiar mais ainda o processo, que já pega fogo há mais de um mês.

Sem saída 

Jaiminho, que atualmente é principal nome do governo de Minas em Brasília, queria assim continuar. Afinal, além do prestígio, tem a capital federal como sua segunda casa, e por lá as articulações para uma próxima disputa em 2022 seriam muito mais viáveis. Porém, esbarrou em um problema gigantesco: seu filho Bruce Martins, que seria a opção ao lado de Tolentino – desta feita, como vice –, ficou impedido de entrar na disputa.  O motivo é burocrático. Seu partido, o Podemos, está suspenso em Divinópolis, segundo o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Assim, Jaime ficou “entre a cruz e a espada”. Optou, então, em tentar acabar de chegar com a cruz – o que significa concretizar o sonho da família Martins, um dos membros sendo prefeito, a ter que ficar com a espada, sob o risco de ser cutucado por não ter tentado. 

Motivo da suspensão 

O Podemos em Divinópolis continua nas mãos do ex vice-prefeito Rodrigo Rezende. E não se sabe por que “cargas d´água”, ele permitiu a situação apenas por não ter informado o número do CNPJ no prazo de 30 dias de anotação. Ainda mais por ter como secretário-geral Hélio Alves de Araújo, conhecido como Buião, e extremamente ligado à família Martins. Talvez trata-se de uma questão de estratégia, jogada que não falta no meio político, principalmente em se tratando de ano eleitoral. Sendo ou não, as informações de bastidores dão conta de que os membros da Executiva Municipal estão correndo atrás da regularização. O que é passível de se conseguir por meio judicial. Como o tempo para este processo eleitoral é curto, Jaiminho deve ser mesmo consolidado como cabeça de chapa. 

Reflexo positivo 

A confirmação do nome de Jaime Martins rumo à Prefeitura, caso siga da forma que está, terá um ponto positivo. Pode significar a redução da quantidade de candidaturas que, até o momento, se estima em dez. O fato é que Jaiminho tem uma certa proximidade com a médica Heloísa Cerri (Avante) e Iris Moreira (PSD). Além disso, não deixa de ter influência nos partidos aos quais elas pertencem e, ultimamente, mantém um diálogo muito próximo das duas. Se elas vão levar tudo isso ao pé da letra, são “outros quinhentos”, mas que a possibilidade existe é fato! Ponto positivo é que favorece, sem dúvida, a cidade e os eleitores. Ninguém merece esta polarização de votos em toda eleição municipal na cidade. O ideal é que fossem no máximo três chapas e, se possível, sem figurinhas repetidas. Mas vai explicar isso para quem gosta de aparecer e tem sede de poder!

Mostrar o cenário 

Com o lançamento da chapa Jaiminho/Tolentino, mais duas já estão consolidadas e completas. Outras duas, a de Marquinho Clementino (Republicanos) com Wagno Ribeiro e Sargento Elton (Patriota) e Fernando Malta (PSL). Os demais, dois deles, Laiz Soares (SD) e Will Bueno (Progressistas) também já confirmaram as pré-candidaturas. No entanto, eles e o atual prefeito, Galileu Machado (MDB), ainda não têm vice. O que pode interferir na escolha do eleitor, que está aprendendo aos poucos a ser mais exigente e participativo. Ainda tem Gleidson Azevedo (PSC) e Janete Aparecida, mesmo partido. Estes, no entanto, ainda dependem de acertos com o deputado Cleitinho Azevedo (CDN), irmão de Gleidson, para entrarem de vez na disputa. Cenário embolado, mas que pode ser conhecido um pouco melhor em uma pesquisa que promete ser publicada hoje. Aguardemos. 




 

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