Bateu na trave

Deu Galileu Machado (MDB) no embate com a Câmara. Aliás, mais um. Os primeiros duelos, a exemplo de ontem, foram acirrados, mas o prefeito também saiu vencedor. As primeiras quedas de braço se deram com as CPIs instaladas ao longo do ano. Adivinha? Goooool de Galileu. Em mais uma reunião extraordinária, a 5ª, desta vez para votar o impeachment contra o prefeito, a decisão foi mais apertada e foi definida nos pênaltis. O resultado? 7x6 para Galileu. Os opositores desperdiçaram um chute na trave. Os campeonatos de 2018 terminaram, mas, os de 2019 prometem fortes emoções.

 Cartão amarelo

 Houve também aqueles que não quiseram participar da disputa. Preferiram evitar o risco de um mal súbito. Como diria Galvão Bueno: haja coração. Os dos vereadores Marcos Vinícius (Pros) e Raimundo Nonato (PDT), certamente não aguentariam.  Eles já deram diversas demonstrações disso durantes as reuniões ordinárias. Uma hora estava do lado de lá, outra do lado de cá. Como suportar um coração partido? Mesmo amparados pelo mal de um órgão vital para o corpo, merecem cartão amarelo.

 Contundido

 Machucado de verdade está o vereador César Tarzan (PP). Ele não compareceu ao embate porque apresentou atestado de 15 dias. Passou por uma cirurgia e ainda se encontra em repouso. Sorte teve ele, que levou a cacetada antes do jogo decisivo. Se safou de outras pancadas, principalmente da torcida, que desta vez lotou o plenário e escolheu Rodrigo Kaboja (PSD) para bater. As pancadas foram tão fortes, que ele saiu antes mesmo da votação do empréstimo para a Prefeitura via Banco do Brasil. Foi atendido nos vestiários e voltou logo depois. Não precisou nem ser substituído, isso porque ele mesmo impediu por meio d um mandado de segurança na justiça para ter direito a voto. Ele não poderia porque era um dos citados na denúncia. Haja tapetão!

 Substituto

 O único substituído no desafio foi o vereador Sargento Elton (PEN). Por ser o autor da denúncia contra Galileu, não pôde votar. Em seu lugar, Carlos Eduardo Magalhães (PRB) optou pelo sim. Não poderia ser diferente. Já imaginou um jogador entrar no lugar do titular e marca um gol contra? Que decepção.

 Arquibancada

 Em alguns momentos da decisão, que durou cerca de três horas, o público ficou exaltado. Em uma dessas euforias, precisou ser suspensa dez minutos até que os ânimos se acalmassem. No apito final, como sempre, houve comemoração e muita reclamação. Fazer o que? Faz parte do jogo. Sempre tem os vencedores e os perdedores. Como é de praxe de alguns jogadores: “Hoje não atuamos bem, não soubemos marcar, deixamos eles passear em campo. Agora é levantar a cabeça, treinar muito e corrigir os erros para na próxima partida, conquistarmos a vitória”. É isso aí, daqui a dois anos, teremos amis uma grande decisão. Isso, se os times sobreviverem até lá!

 Tem mais?

 Sim, senhor! A 5ª reunião extraordinária desta quinta-feira não foi o último espetáculo do ano. O público é convidado a comparecer a mais duas partidas. Não sei se irá, porque estas não terão tanta emoção porque serão apenas amistosas, visto que o campeão já levantou a taça. Hoje tem o balanço da Câmara 2018. Os feitos na gestão Adair Otaviano (MDB). Já na próxima terça-feira, último dia do ano, tem a posse na nova Mesa Diretora. O presidente eleito Rodrigo Kaboja, o vice Marcos Vinícius, o primeiro secretário Renato Ferreira e o segundo, Nêgo do Buriti, assumem o comando do estádio (Câmara). Mesmo em menor número, a torcida espera e deseja que em 2019 as decisões voltem a ser como antigamente. Ou seja, no jogo limpo.

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