Batendo Bola: Mulheres fazem história no Pan

José Carlos de Oliveira

Nos jogos Pan-americanos de Lima, no Peru, a hora e a vez é das mulheres. Com 49% da delegação nacional na competição – são 485 homens e mulheres em Lima – sendo de atletas femininas, elas fazem jus ao status que alcançaram e até aqui são as responsáveis (até a noite de terça-feira) pelas principais conquistas do Brasil.

Inédita

Uma medalhista é especial para os mineiros. A atleta de Belo Horizonte Jaqueline Mourão está entre as mulheres que fazem história no Pan-americano de Lima. Aos 43 anos de idade, a ciclista de cross country conquistou sua primeira medalha no mountain bike em Jogos Pan-Americanos. Ela ficou com o bronze em Lima e já sonha em participar dos jogos olímpicos do Japão, no ano que vem.

 

Handebol

Mas o destaque mesmo fica para as meninas do handebol. Elas mostraram por que são as donas das Américas e que no Continente não tem vez para ninguém. De forma invicta, a seleção venceu a disputa mais importante do Brasil neste Pan de Lima até o momento, com triunfo sobre a rival Argentina por 30 a 21 na final de terça-feira.

Hexa

Foi o sexto título consecutivo nos jogos (1999, em Winnipeg; 2003, em Santo Domingo; 2007, no Rio de Janeiro; 2011, em Guadalajara; 2015, em Toronto; e agora em 2019, em Lima) e, de quebra, elas asseguraram vaga para a Olimpíada de Tóquio 2020, em uma noite incrível, com direito a virada no placar, depois de um primeiro tempo não muito bom de todo o time.

Invencibilidade

Com a conquista em Lima, novamente de forma invicta, a seleção feminina de handebol aumentou sua série sem perder em jogos pan-americanos. Já se vão 24 anos sem saber o que é derrota. A última foi no dia 20 de março de 1995, contra os Estados Unidos, por 29 a 26, no Pan-americano de Mar del Plata, na Argentina.

 

 

MANGUEIRAS BRASIL

Medo de atacar levou à eliminação

O Cruzeiro caiu nos pênaltis para o River Plate, em sua segunda eliminação seguida para o Milionários. E, queiram ou não alguns, o revés azul atende por um único nome: seu treinador Mano Menezes. Foi seu medo de atacar, de buscar os gols, que levou o time celeste à eliminação.

Retranca

Começar o duelo com três volantes foi o grande pecado de Mano. Jogando em casa, com o apoio da China Azul, faltou coragem ao treinador. Tinha era que atacar os homens, e não contar com a loteria dos pênaltis, esperando que Fábio salvasse novamente sua pele.

Méritos

Ninguém é tolo o bastante de negar a Mano Menezes seus méritos. Ele foi, sim, importante para as conquistas da Raposa nos últimos anos, mas seu modo de jogar – o Monobol – já não convence, está manjado e bem marcado pelos adversários.

Perigo

Agora resta ao treinador buscar o título da Copa do Brasil e mudar a história no Campeonato Brasileiro, no qual o time briga na parte de baixo da tabela. Mas que ele e, de quebra, todos os jogadores fiquem atentos à realidade. O perigo de um desastre maior mora bem ao lado, e será preciso bem mais do que conversa para sair da enrascada em que eles mesmos se meteram.

Acordem, enquanto ainda há tempo, porque senão? Será o caos.

Queda na audiência chega ao futebol

E a Globo, hein? A queda de audiência do canal do plim plim fez sua direção mexer até na grade de futebol, e agora o torcedor terá que engolir jogo ao vivo nos domingos à noite, tudo para que a emissora tente recuperar alguns telespectadores, que perdeu para outros canais nos últimos meses.

Me engana que eu gosto!

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